PUB
                             
Entrevistas - 12.07.2019

Raquel Prates tornou-se num dos rostos mais (re)conhecidos em Portugal e no mundo lusófono. Considerada uma das mais belas e elegantes mulheres do país, a modelo e empresária brilha, hoje, como embaixadora da conceituada e intemporal casa Chanel.

 

A Raquel Prates tem uma carreira sólida. Deu-se a conhecer ao grande público como apresentadora de televisão e, mais recentemente, assumiu o papel de modelo e empresária. Em quais destes papéis se sente mais à vontade?

Tenho dificuldade em perceber o conceito de carreira sólida, mas entendo que essa seja uma adjetivação que só pode ser feita na terceira pessoa: e, por esse facto, agradeço. Todos os papéis são diferentes e cada um foi uma mais-valia à minha carreira profissional e fundamental para o meu crescimento pessoal. Ao longo do tempo, foi ótimo ter tido a oportunidade de aprender mais sobre várias áreas, adaptando ao que ofereciam a cada momento. Estas experiências e desafios continuam a fazer parte da minha forma de viver.

 

Atualmente, a moda é, provavelmente, a vertente mais visível da sua carreira. Como surgiu a moda na sua vida?

Surge quando ainda sou muito jovem, por influência da minha mãe, que tem ainda hoje uma forma de comunicar muito peculiar através da roupa. Ainda é assim que entendo o paralelismo que existe nas várias vertentes da moda: uma consequência no gerúndio e superlativa dos movimentos sociais, mais ou menos óbvia, mas sempre um reflexo da intemporalidade. Aliás, a moda só é reconhecida quando é consumida pelo público, por isso, deve suprir todas as suas necessidades.

 

É considerada uma das mulheres portuguesas mais elegantes. Existe algum segredo para se manter na vanguarda das tendências?

Esse reconhecimento tem sido algo muito simpático e carinhoso da parte dos outros e só tenho a agradecer e a retribuir. É esse o trabalho que tenho tentado realizar com a ainda jovem 39A Concept Store: aliar o clássico e tradicional à modernidade. A vanguarda das marcas portuguesas e algumas internacionais que o nosso público, em geral, não tinha acesso num só espaço físico. Assim as tendências nos mais diferentes aspetos (moda, design, tecnologia e arte) que são apresentadas através de novidades atualizadas, quase quinzenalmente, obrigam-me, com enorme prazer, a estar atenta. O que nos difere é a exclusividade, mas com valores democratizados para atingir o maior número de pessoas possível. Uma das coisas que estão no meu ADN, é a perceção que somos todos só pessoas, e todos merecemos o melhor.

 

Ao longo do seu percurso já foi o rosto de várias marcas. É embaixadora da Chanel em Portugal, o que, aliás, resultou nesta fantástica produção para a F Luxury. Como se sente ao representar uma marca tão conceituada?

Cada convite da Chanel, não é apenas um convite. Para mim, é respeitar uma forma de estar e de encarar a vida neste patamar da nossa existência. Sou uma admiradora, confessa, de uma mulher que mudou tudo... só por gostar dela e dos outros. Claro que sendo uma das mais conceituadas casas de alta costura do mundo, sinto um enorme privilégio.

 

Esta relação já lhe permitiu deslocar-se a Paris para assistir ao sempre restrito desfile de alta costura da Chanel, tornando-se, inclusivamente, na primeira portuguesa presente num evento do género. Como foi essa experiência?

Fui a primeira personalidade portuguesa a receber um convite internacional tão generoso. A atmosfera criada ao mais ínfimo pormenor transporta-nos para o universo Chanel durante toda a apresentação. Mais do que um desfile, é uma verdadeira experiência que se torna inesquecível. Para quem conhece e tem uma profunda consideração por tudo o que Coco Chanel fez por todos nós... foi uma honra.

 

Sempre se assumiu como uma mulher empreendedora, com vários projetos em simultâneo. Que novidades podemos esperar para o futuro?

Assumo a responsabilidade (risos). Um dia de cada vez, que é uma premissa fundamental. Vou continuar a construir, a criar e a cuidar. Não sei o que é estar parada sem criar desafios para mim e para os outros. Tenho muitos sonhos para cumprir e é essa a minha alavanca diária. Chamo-lhe inquietação. Está presente a cada um dos meus sopros, espero que amanhã seja ainda melhor, e vou fazer tudo por isso.

Artigos relacionados...

Henrique Leis

Um chef livre para criar… e brilhar

Catarina Teixeira Pinto

Criadora da Haggua: a marca portuguesa de sapatos de luxo

Raquel Prates

La Femme Chanel

Gil Fernandes

O mais jovem chef português a liderar uma cozinha Michelin

José Eisenberg

O império de beleza de Eisenberg

Os Mais Vistos

Lifestyle

Conheça um espaço especial no The Vintage Hotel & Spa

Beleza

Os dourados que marcam o verão

F Luxury no Instagram