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Entrevistas - 21.05.2019

A carreira e a obra de Eugénio Campos, construídas a partir do zero, revolucionaram o setor da alta joalharia em Portugal. Hoje, a assinatura Eugénio Campos Jewels posiciona-se na vanguarda do segmento do luxo, despertando admiração pelos quatro cantos do mundo. A abertura de uma flagship store em Lisboa é apenas um dos objetivos a curto prazo da marca.

 

O seu percurso começa de forma surpreendente: ainda muito novo, sem experiência, com poucos meios e sem estrutura, identifica a oportunidade e arrisca, apostando no setor da joalharia. Carregava consigo apenas motivação e a convicção no seu trabalho. Sente-se um exemplo do chamado self-made man?

Iniciei-me no setor da joalharia com 22 anos e acreditei, desde logo, num projeto ambicioso. Tendo o mérito de revolucionar o setor, ao mesmo tempo que concretizei o meu projeto, elevando a minha marca ao nível de notoriedade e prestígio que atingiu, sem dúvida que me considero um self-made man.

 

Começou a idealizar e a criar as suas próprias joias e, ao longo dos anos, aperfeiçoou a sua assinatura, hoje reconhecida em Portugal e no estrangeiro. O que distingue hoje a Eugénio Campos Jewels num mercado cada vez mais competitivo?

Os fatores que distinguem a marca Eugénio Campos Jewels são a preocupação permanente pelo desenvolvimento de novos conceitos, elevando constantemente a qualidade, criatividade e design. Os novos consumidores procuram joias únicas, totalmente personalizadas, pois encontram no luxo uma forma de vida exclusiva, mas com significado.

 

A Eugénio Campos Jewels tem contribuído decisivamente para a afirmação da joalharia portuguesa no mundo. Este traço tradicional, assente nos artesãos locais, e também na filigrana, é o principal fator de sucesso?

O principal fator de sucesso continua a ser a história e o sentimento que criamos para cada coleção, como também os materiais nobres utilizados, conjugados com pedras naturais. Um design inovador que se distingue, onde também incluímos coleções de filigrana com design próprio.

 

O mercado é hoje global e cada vez mais industrializado; exigente e muito competitivo. É possível conciliar esta realidade com o fabrico de joias com uma identidade nacional, com uma linguagem mais tradicional e artesanal? 

Em todas as nossas coleções, predominam as artes mais tradicionais da ourivesaria, que, ao longo dos anos, sempre fomos desenvolvendo e adaptando às exigências do mercado e do novo consumidor. Todas as nossas coleções, em particular de joalharia e alta joalharia, têm uma forte componente de métodos tradicionais desenvolvidos por artificies altamente especializados.

 

A Eugénio Campos Jewels tem-se associado a figuras públicas de renome, como Sónia Araújo e, mais recentemente, Cristiano Ronaldo. Estas parcerias têm sido importantes para a difusão e o crescimento da marca?

Estas e todas as outras figuras públicas que usam as nossas joias são importantes para a comunicação e imagem da marca. Somos muito seletivos na escolha das figuras públicas, para que cada uma delas se sinta muito especial ao usar a marca de joias portuguesa com mais notoriedade e prestígio. As nossas campanhas pretendem enaltecer a mulher, como é o exemplo da nova campanha da marca, que tem Sónia Araújo como rosto, intitulada AMA-TE.

 

Ao fim de 30 anos de atividade, abriu a primeira flagship store da marca – com a Boutique Eugénio Campos Jewels, na baixa do Porto. Cumprido o primeiro ano, que balanço faz desta aposta? Existe a perspetiva de abrir espaços em nome próprio em outras localidades?

O balanço é fantástico, em especial porque conseguimos ter um espaço que respira a nossa imagem de marca e conseguimos transmitir ao cliente o nosso verdadeiro conceito, nível e oferta dos vários segmentos existentes. Respondendo à sua outra pergunta, posso já adiantar que tenho como objetivo abrir também uma flagship store em Lisboa.

 

A Eugénio Campos Jewels alargou as suas ofertas com dois eau de parfum (Gold Stone, para homem, e Gold Rose, para mulher), por altura do 30.º aniversário da marca. Alargar a influência no setor da cosmética é uma opção para manter? Podemos esperar novidades no futuro?

O prestígio alcançado leva os clientes fidelizados a procurarem na marca outros produtos que os satisfaçam. A marca está essencialmente no segmento da moda, tendo uma coleção de relógios e as suas joias em estado líquido, dois eau de parfum. Outras iniciativas surgirão a seu tempo.

 

Está presente em vários mercados, de diversos continentes. Que impacto tem tido esta estratégia de internacionalização? E falando, em particular, do mercado de Angola, que importância tem, atualmente, o país e o continente africano para a Eugénio Campos Jewels?

A internacionalização permite crescimento e posicionar a marca ao nível dos melhores. Por essa razão, estamos em vários países, em particular, nos Estados Unidos da América. E Angola também faz parte do nosso processo de internacionalização.

 

Foram três décadas de sucesso e crescimento constantes. Para alcançar este estatuto é, certamente, necessário manter-se diariamente atualizado e direcionado para a evolução. No futuro, o que podemos ainda esperar de Eugénio Campos e da marca que construiu?

Tudo farei para continuar a ser uma marca de referência, que se consiga distinguir em todos os segmentos, particularmente num segmento de moda e luxo. Trabalho diariamente com uma equipa fantástica, tentando surpreender em todas as coleções e tornar ainda mais elegantes e sensuais as mulheres que usam as minhas joias.

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