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Entrevistas - 22.04.2019

É um dos casais mais mediáticos da lusofonia. Esbanjam beleza e talento. Cumprem carreiras de sucesso, que se entrelaçam, mutuamente, num projeto pessoal e profissional que derruba fronteiras. Os angolanos Grace Mendes e Fredy Costa continuam a brilhar e a inspirar.

 

GRACE MENDES

O seu percurso como atriz iniciou-se em 1997, no teatro, trabalhando com a também atriz e encenadora Emília Maria Correia. Apercebeu-se, nesse momento, que a representação passaria a fazer parte da sua vida?

Ter iniciado a minha carreira de atriz com Emília Maria Correia foi, sem sombra de dúvidas, uma bênção. Ela foi a pessoa que soube ensinar-me a arte de representar e de perceber o que é necessário para se ser atriz. Devo isso a ela e, apesar de sempre ter tido o sonho de ser atriz, quando comecei a trabalhar com Emília Maria Correia percebi que esse seria o meu futuro.

 

Participou numa peça apresentada na abertura da Expo 1998, em Lisboa, e, logo depois, foi convidada a participar na telenovela Ganância, produzida pela SIC. Aconteceu tudo muito depressa. Foi algo que a surpreendeu?

Sim, muito. Em 1998, foi quando estreámos a peça Barbacativa, apenas protagonizada por mim e pelo Paulo Pires, que correu muitíssimo bem. No início, sentia algum nervosismo, mas sabia perfeitamente que era ali que tinha de estar. Estava a ser vista por outras pessoas e, logo de seguida, fui convidada para fazer parte da telenovela Ganância, na MBP. Achei que era um grande momento e que tinha de aproveitar a oportunidade o melhor possível. E assim fiz. Interpretei um papel fantástico com o falecido Francisco Nicholson e, a partir daí, não parei mais de trabalhar. Foi uma fase deslumbrante, uma fase de aprendizagem, em que aproveitei para absorver tudo o que me era novo da melhor forma possível.

 

É natural de Lisboa, mas hoje o seu trabalho divide-se e é reconhecido em Portugal e em Angola. Esta ligação, entre o país que a viu nascer e as suas raízes é, para si, prioritário e fundamental?

Para mim, sempre foi muito importante ser reconhecida em Angola. Em 2008 tive essa oportunidade quando fiz a série Makamba Hotel, transmitida pela TV Zimbo. Foi a partir desse momento que comecei a tornar-me muito conhecida em Angola e que a minha carreira deu um salto gigantesco. Comecei também a ser conhecida em outros países de África e isso foi um grande motivo de orgulho para toda a minha família e, em particular, para o meu pai.

 

A Grace Mendes é vista pelos seus admiradores como um exemplo perfeito da mulher moderna: empreendedora, talentosa e independente. Sente a responsabilidade por se ter tornado num modelo a seguir?

É bom saber que sou um modelo a seguir, sentir o reconhecimento pela minha forma de estar e de ser. Para mim, isso é extremamente importante. Eu comecei a trabalhar muito jovem, tornei-me independente cedo, e sempre tive muito cuidado com as minhas ações, pois sei que, por vezes, há coisas de que mais tarde nos podemos arrepender. Quero continuar a ser um modelo a seguir, principalmente, para as gerações mais novas. Ouvir alguém dizer “quero ser como tu” emociona-me bastante. Por isso, quando há três anos lancei uma linha de vernizes (esmalte), para as adolescentes que acreditam em mim, a minha ideia era oferecer-lhes algo em que se pudessem inspirar e crescer.

 

Em 2017, foi considerada a melhor atriz de Angola, tendo sido premiada na Moda Luanda e nos Globos de Ouro Angola. Como recebeu esta distinção?

Ter conquistado estes prémios foi um motivo de grande orgulho. Foi o reconhecimento de todos os anos de trabalho e de sacrifícios, a recompensa por todos os momentos em que estive ausente, distante da família, em aniversários e Natais, um prémio mais do que merecido pelo percurso que tive até ao momento e que tem sido ímpar.

 

É atriz, mas, para além disso, também é produtora, realizadora e guionista. Atualmente, em qual papel se sente mais à vontade?

Considero-me uma mulher de várias profissões, permanentemente insatisfeita e sempre a tentar fazer mais. Sou atriz, produtora, cantora, mulher de família, empresária, e consigo conciliar o meu tempo de forma a fazer cada uma dessas tarefas da melhor maneira possível.

 

Maison Afrochic, produzida para o Mundo Fox, e transmitida em Angola e Moçambique, é uma ideia original sua. Está satisfeita com o sucesso que a série atingiu?

Estou muito feliz. A Maison Afrochic era uma ideia que já tinha em mente há alguns anos e estava somente à espera de uma oportunidade para a pôr em prática. É engraçado, mas sempre senti que iria concretizar esse objetivo, o que prova que se trabalharmos muito conseguimos alcançar os nossos objetivos. A série está a ser um enorme sucesso em Angola e Moçambique. É um projeto muito divertido, que tem tudo a ver comigo. O elenco é fantástico, tenho um parceiro de trabalho extraordinário chamado Fredy Costa, que está num registo cómico maravilhoso. Não ficaremos, certamente pela segunda temporada, por isso, o público pode esperar por mais notícias em breve.

 

Como é trabalhar com o seu namorado, Fredy Costa, para mais quando é a criadora dos textos interpretados pelo elenco? A proximidade facilita ou dificulta o processo?

Separo muito bem a minha vida pessoal da profissional. Quando estou a trabalhar sou a atriz Grace Mendes, não sou nem namorada, nem amiga. Sou simplesmente uma colega de trabalho e faço questão que assim seja, pois é a melhor forma de podermos consolidar o projeto. Sou extremamente profissional, perfeccionista, metódica e pontual. Sou exigente comigo própria e com quem trabalha comigo.

 

Como referência da lusofonia, gostava de levar as suas criações a outros mercados? Olha para Portugal e até mesmo para o Brasil com esse objetivo?

O meu grande objetivo é levar os conteúdos da produtora Blacktiment para vários países, não só em África, mas também noutros continentes. A nossa ideia, minha e do Fredy, é que a produtora possa dar voz a quem não a tem, fazer os outros sorrir, abrilhantar o mundo. Essa é uma das nossas missões. Temos muitas novidades para este ano, muitas ideias e produções a caminho, pensadas para vários países.

 

Existe algum projeto que gostaria de ver tornado realidade em breve? O que podemos antecipar, para já?

O grande projeto de 2019 vai ser na TV Record Angola e Brasil. Tenho a certeza que vão todos adorar e, sobretudo, ficar extremamente surpreendidos.

 

 

FREDY COSTA

Foi sempre um apaixonado por desporto. Aliás, praticava natação e polo aquático quando participou no concurso Mister Angola, em 1999. No entanto, esse passo não foi propriamente da sua iniciativa. Quer partilhar essa história com os nossos leitores?

De facto, não participei no concurso por minha iniciativa. Na altura, estava focado nos estudos e no desporto que praticava. Nunca me tinha passado pela cabeça participar num concurso desse género. Era extremamente tímido e não me imaginava a desfilar numa passarela com todos os olhares concentrados em mim. Fui praticamente arrastado pelo meu treinador de polo aquático, que me levou a inscrever no concurso.

 

Foi eleito Mister Fotogenia e, a partir daí, começaram a surgir os primeiros convites das agências de moda. Foi o início da sua carreira?

Sim. Minutos depois do concurso acabar fui abordado por várias agências de moda e não pensei duas vezes. Já estava na onda e então decidi continuar a surfar. A partir daí, a minha carreira começou a ser construída.

 

Estreou-se na representação com apenas 20 anos. Como surgiu essa oportunidade? Era algo com que sonhara?

Para ser sincero, nunca tinha sonhado com a representação. O meu foco era outro. Entro para a representação através da moda, em 2001, quando a Televisão Publica de Angola decide investir na teledramaturgia e convida todos os modelos da agência de moda, onde eu estava na altura, para fazer um casting. O primeiro casting aparentemente correu bem e fui chamado para um segundo. No entanto, simplesmente não apareci. Achava que aquilo não era para mim e que não queria aquilo para o meu futuro. Mesmo assim fui selecionado para fazer um curso intensivo de representação e, de seguida, escolhido para integrar o elenco da série Vidas Ocultas, que foi o meu primeiro trabalho na televisão.

 

A telenovela Windeck, coproduzida por Portugal e Angola, e também transmitida no Brasil, revelou-se um enorme sucesso. Sente que esse foi um momento decisivo na sua carreira?

A Windeck é um dos maiores sucessos da história da TV angolana. Foi muito bem recebida em quase toda a África, e em Portugal, Brasil, Antilhas, França e mais alguns países. Foi de facto um momento decisivo para a minha carreira, não só por ter sido o meu maior sucesso, mas também por ter interpretado um personagem que nunca tinha feito até àquele momento. Por se tratar de um personagem homossexual geraram-se vários comentários. Foi um prazer ter dado, de certa forma, o meu contributo para a luta contra a descriminação dos homossexuais, e ter ajudado a mudar algumas mentalidades.

 

A notoriedade que, entretanto, conquistou em Angola e Portugal permitiu-lhe atravessar o Atlântico, tornando-se no primeiro ator angolano a participar num projeto da rede Globo, integrando o elenco da série O Caçador, em 2014. Foi uma experiência importante para crescer como ator?

Foi uma grande oportunidade para crescer como ator e aprender muitas coisas com os melhores. A participação na série O Caçador permitiu-me, logo em 2015, regressar à Globo, integrando o elenco da telenovela I love Paraisópolis. Nestes projetos tive a honra e o privilégio de contracenar diretamente com atores como Cauã Reymond, Bruna Marquezine, Tatá Werneck e o astro Lima Duarte. Em 2017, regressei ao Brasil para integrar, desta vez, um projeto da TV Record chamado Apocalipse e que foi um grande sucesso em todo o mundo. Estas experiências no Brasil permitiram-me absorver, da melhor forma, mais e melhores conhecimentos que hoje implemento em todos os meus trabalhos.

 

Continuar a trabalhar no triângulo formado por Angola, Portugal e Brasil é um objetivo assumido, mas também já participou num projeto em Nollywood, como é conhecido o emergente mercado cinematográfico na Nigéria. Já se associou o seu nome a Hollywood. Essa possibilidade existe verdadeiramente?

Em 2015, participei num filme nigeriano filmado, integralmente, na Cidade do Cabo, na África do Sul. Foi uma experiência agradável e diferente por ter sido a primeira vez que representei em inglês. Acredito que chegar a Hollywood é o sonho de quase todos os atores e é também uma das minhas maiores metas. Tenho estado a trabalhar para conseguir alcançar esse objetivo.

 

Atualmente é um dos mais talentosos e admirados atores da lusofonia. Ser um exemplo de sucesso, assumir-se como um influenciador, com milhares de seguidores nas redes sociais, é sinónimo de uma maior pressão? Sente, por vezes, o peso de ter sobre si tantos olhares?

Hoje em dia já não lhe chamaria pressão, mas sinto responsabilidade. Cada vez tenho um maior número de fãs e de seguidores que me veem como um exemplo. Julgo que tenho sido uma inspiração para os mais jovens.

 

Participa na sitcom Maison Afrochic, uma criação da sua namorada Grace Mendes. Como é interpretar de acordo com as ideias daquela com quem partilha a sua vida pessoal?

Para mim foi um motivo de muita alegria saber que um sonho da Grace, que ela já tinha há alguns anos, acabou por se realizar. Interpretar o personagem Pedro foi um desafio que desejava enfrentar há algum tempo. Nunca tinha tido a oportunidade de estar envolvido num projeto de humor e quando surgiu a oportunidade não pensei duas vezes. Trabalhar com a Grace é das coisas mais fáceis que existem, porque ela é, de facto, uma grande atriz. Não me canso de o dizer. É por isso que mereceu tanto ganhar o Globo de Ouro Angola. A sua generosidade em cena é mágica, contagiante, acabando por transmitir uma grande segurança a todos aqueles com quem trabalha.

 

Manteve-se sempre ligado à moda, somando várias colaborações, e criou a sua própria marca de roupa interior: a “Fredy Costa Underwear”, com forte presença em Angola. Como está a correr esta aposta?

Está a correr muito bem. A marca fez seis anos em novembro passado e, à medida que o tempo vai passando, o produto é cada vez mais procurado e consumido. Durante este ano vamos trabalhar no sentido de recuperar a linha feminina e também procurar fazer crescer a marca, através da produção de mais vestuário, como calças de ganga, t-shirts e acessórios.

 

A internacionalização da sua marca é um objetivo? Para quando a “Fredy Costa Underwear” à venda em Portugal?

O primeiro passo para a internacionalização é ter o produto à venda em alguns países de língua oficial portuguesa, nomeadamente, Portugal e Moçambique. Tenho a certeza de que concretizaremos esse objetivo já em 2019.

 

Foi distinguido com inúmeros prémios e, apesar de ser ainda muito jovem, foi-lhe atribuído o Prémio Carreira, nos Angola Fashion Awards. É um homem realizado ou ainda alimenta sonhos para o futuro?

Costumo dizer que sou uma fábrica de sonhos. Estou muito feliz com o que conquistei até agora, mas ainda tenho muitos outros objetivos para alcançar e muitos sonhos para realizar. Estou apenas a meio do meu caminho.

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