As influências de Coco Chanel espelhadas no universo da moda

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Entre tantos nomes marcantes ao longo da história, o que transforma uma pessoa num ícone? Nascida à frente do seu tempo, Coco Chanel, batizada Gabrielle Bonheur Chasnel, pode ser a resposta. Simultaneamente uma personalidade, uma empresa e uma referência sociocultural, a sua história ficaria marcada pela enorme influência que ainda hoje se faz sentir e que cresceu em proporções inimagináveis. Embora a Maison Chanel tenha ficado conhecida pelas suas criações, a estilista francesa foi muito além disso.

Proveniente de uma família humilde, Gabrielle passou por momentos marcantes no seu percurso de vida para criar a casa de moda pela qual é conhecida ainda hoje. Nada acontecia aleatoriamente na vida de Coco Chanel, e existem alguns exemplos disso: o orfanato onde viveu durante vários anos serviu como aprendizagem, foi ali que aprendeu a costurar.

É uma das criadoras cuja importância lhe permitiu manter-se enquanto referência mesmo após o seu falecimento. Num contexto de tendências à velocidade da luz, as criações revolucionárias de Mademoiselle Chanel ainda são referência e adaptam-se a todos os diferentes tipos de estilo femininos. Se pudéssemos defini-la numa palavra seria: revolução.

Várias foram as estrelas de Hollywood que se deixaram encantar com as suas criações, incluindo Audrey Hepburn e Grace Kelly, que se apaixonaram pelos seus elegantes casacos de tweed, saias retas, calças largas e cardigãs mais soltos.

Calças em qualquer ocasião

Coco Chanel trouxe para a mulher a popularização das calças no guarda-roupa feminino, uma peça que a própria Chanel utilizava com bastante frequência. Na sua época, as calças eram restritas a determinadas situações e aos estratos sociais que viviam das próprias vendas. Contudo, tudo mudou com o esforço e determinação da estilista. 

As calças estavam sempre presentes nas suas coleções, como a pantalona, inspirada em vestuário de marinheiro e no conforto dos pijamas. Estas escolhas nasua criação visavam oferecer comodidade, estilo, praticidade e elegância à mulher.

Bijuteria everywhere

Se há pormenor indispensável nos looks de Mademoiselle Coco Chanel é a bijuteria. As pérolas tornaram-se tendência quando o grão-duque Dmitri Pavlovich presenteou Coco Chanel, sua amante, com um deslumbrante colar de pérolas de seis voltas. Foi com este acontecimento que o uso de pérolas foi considerado atemporal e clássico, e se popularizou o uso de imitações de pedras e pérolas para compor os visuais. É a bijuteria que permite a combinação do comum com o sofisticado e, nas criações da estilista, é, indubitavelmente, notória.

Sapatos bicolor

A criação de Mademoiselle Coco Chanel, sapatos em tons de bege e preto, cria a ilusão de pernas mais longas e torna os pés mais delicados. Este modelo tem o estilo de um scarpin com biqueira redonda e um salto de cinco centímetros. O salto tradicional dos primeiros modelos era aberto e preso por uma tira fina. A biqueira foi produzida na cor preta, de forma a tornar-se uma opção mais prática – uma biqueira escura e mais densa não se desgastava tão rapidamente. São verdadeiramente uma versão clássica que se mantém eterna.

O preto básico

As peças de roupa preta, apenas destinadas a funerais ou funcionários domésticos, ganham destaque com a influência de Coco Chanel. O icónico Little Black Dress de seda foi estreado no ano de 1926; o seu comprimento ia até aos joelhos e as mangas eram longas. Este vestido foi pensado conforme o Ford T, um modelo acessível e comum que pudesse ser usado por todo o tipo de mulher que ambicionasse estar bem vestida.

O memorável tailleur de tweed

O incrível conjunto de tweed apresentado por Mademoiselle Gabrielle cria automaticamente a ideia de sofisticação, sobretudo quando combinado com peças clássicas e de tons neutros, conferindo destaque ao tecido. Os seus tweeds clássicos eram conjugados com lãs, sedas e algodão para um estilo mais contemporâneo e leve.

Esta peça reforça a originalidade e a influência que detém no universo da moda, uma vez que o tweed é um tecido áspero, mas que, através de Chanel, recebeu outro significado. Atualmente, continua a ser uma componente forte do percurso de Coco Chanel, permanecendo objeto de culto do público feminino.

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