Nunca é demasiado tarde para se tornar empreendedor

Muitas pessoas chegam a uma certa idade na vida e pensam, com um certo arrependimento, “Eu gostava de ter feito isto ou aquilo”. Está na altura de subverter as ideias fechadas da sociedade moderna e deixar de pensar assim. Há que perceber que nunca se é velho demais para se alcançar objetivos e realizar sonhos.

As pessoas costumam estabelecer metas de vida com base na idade. Todos devemos ter objetivos de vida, e anexá-los a marcos pode ser útil. No entanto, o mundo mudou, e esta visão desatualizada de metas de realização pessoal em períodos de vida socialmente aceites está agora em desacordo com a atualidade.

É verdade que iniciar um projeto pode ser bastante difícil. É algo que pode acontecer porque a maioria das pessoas com quem interagimos sofre de neofobia – o medo de algo novo. Isto pode ocorrer em qualquer idade…

Porém, a expectativa de vida aumentou no último século e já não podemos esperar parar e reformarmo-nos aos 60 anos. A maioria das pessoas vive uma vida mais saudável e tem melhor acesso aos cuidados de saúde. Noutras palavras, os 50 são os novos 30! A idade é apenas um rótulo. Dizer que a “idade é apenas um número” é verdadeiro, uma vez que a idade não é mais do que uma medida de tempo. Porém, este número não precisa de ser o barómetro pelo qual medimos e restringimos a nossa vida. Nem precisa de ser um obstáculo para a vida que pretendemos.

Nunca é tarde para se começar a fazer aquilo que realmente desejamos. Ser-se criativo e inovador não tem, felizmente, limite de idade. Assim o ditam alguns dos fundadores de negócios mais bem-sucedidos e conhecidos que iniciaram os seus empreendimentos mais tarde do que o “normal”. Alguns exemplos incluem Doris Fisher, que cofundou a Gap aos 37 anos, Hugo Boss, que lançou a sua empresa aos 38, e Masaru Ibuka, que lançou a Sony, também aos 38 anos.

Vejamos o extraordinário exemplo de Ume Shimada, uma avó que lançou a sua marca de chás aos 87 anos, um negócio que já envolve a quinta geração da família. Segundo a Exame Brasil, Terezinha Shimada, de 67 anos, filha de Ume Shimada, confidencia que a mãe, aos 95 anos, continua à frente da marca Sítio Shimada – Chás Artesanais e Turismo.

Terezinha diz que o “Sítio Shimada existe desde que a minha mãe, dona Ume Shimada, o herdou dos seus pais, ainda na minha infância e dos meus irmãos. Naquela época, na década de 1960, era o auge do chá preto. Os meus pais eram muito batalhadores, era um trabalho muito difícil: eles colhiam a Camellia sinensis [planta que dá origem a vários tipos de chá] e vendiam para as fábricas, que processavam o chá preto.

(…) Quando a minha mãe e os irmãos herdaram o sítio, só ela manteve a parte dela, os outros lotes foram vendidos. (…) Mas, depois, ela arrendou o sítio, e a família mudou-se para São Paulo. Retornámos há uns 15 anos e começámos a plantar novamente, até que, em 2014, por iniciativa da nossa mãe, começámos a produzir o nosso próprio chá. Na época, ela já tinha 87 anos, mas não queria perder a tradição, ficava muito triste a pensar no que poderia fazer. O negócio começou com ela e com um entusiasta de chás, o Tomio Makioti, que trabalhou em fábricas e entendia de máquinas, e também tinha essa preocupação de não acabar com a tradição do chá preto. Conversando entre eles, fizeram uma fábrica no sítio.

Hoje, além do chá preto do Sítio Shimada, temos chá verde, chá branco, líchia e alguns subprodutos, como broto de bambu. (…) A minha mãe é muito cativante, hoje tem 95 anos, adora conversar com os turistas. Quando ela começou, aos 87, era muito ativa mesmo, colhia chá, participava da produção e até me deixava para trás. (…) Ela gosta de contar como começou, e tudo foi iniciativa dela mesmo, a empreendedora é ela. O que ela me diz é para nunca deixar acabar a produção de chá, e, pelo que vejo da minha família, o nosso negócio tem muito futuro pela frente.”

Que este relato sirva de exemplo para abolir algumas razões que nos impedem de começar, devendo antes servir como uma inspiração perfeita para qualquer pessoa que esteja a passar por uma crise de “meia-idade”. Nunca se é velho demais para realizar os próprios sonhos. Não espere pelo amanhã – comece agora e certifique-se de divulgar a sua visão criativa ao mundo.

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