The Best Chef Awards – Henrique Sá Pessoa e José Avillez entre os 50 melhores chefs do mundo

Best Chef Awards 2021
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José Avillez
Henrique Sá Pessoa
Hans Neuner
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A noite de 15 de setembro, em Amesterdão, foi de excelência para Portugal: três dos seus chefs foram reconhecidos nos prémios The Best Chef, criados há cinco anos pela polaca Joanna Slusarczyk e pelo gastrónomo italiano Cristian Gadu. Henrique Sá Pessoa, José Avillez e o austríaco Hans Neuner, todos detentores de estrelas Michelin (nos restaurantes “Alma”, “Belcanto” e “Ocean”, respetivamente), entraram para a lista dos 100 melhores chefs do mundo, ocupando posições cimeiras entre os 50 primeiros lugares.

O primeiro lugar coube ao chef espanhol Dabiz Muñoz, do restaurante “DiverXo” (Madrid), seguido de Björn Frantzén, do “Frantzén” (Estocolmo), que já havia vencido na edição de 2019. Em terceiro lugar ficou Andoni Luis Aduriz, do restaurante basco “Mugaritz”. Por sua vez, René Redzepi, do “Noma” (Copenhaga), vencedor da edição do ano passado, caiu para quinta posição.

Porém, pela primeira vez, dois chefs portugueses conquistam a primeira metade da lista dos Best Chef Awards. Henrique Sá Pessoa conseguiu ainda o prémio New Entry (Nova Entrada). Após estar nomeado no ano passado sem chegar à lista final, Henrique Sá Pessoa não só entra em 2021 numa ótima 38ª posição da lista dos 100 melhores chefs do mundo, como conquista o prémio de Nova Entrada, por se ter destacado na estreia da lista, segundo o painel de jurados. Nunca um chef português havia conseguido uma posição tão alta como a de Sá Pessoa. Avillez seguiu-se-lhe na 44ª posição e Neuner, na 50ª.

José Avillez, que em 2020 conquistara o 70º posto, subiu 26 lugares, entrando igualmente para o leque dos 50 melhores cozinheiros do mundo. Na edição deste ano, estavam ainda nomeados, pela primeira vez, Ricardo Costa, chef do The Yeatman Hotel (Vila Nova de Gaia) e Rui Paula, da “Casa de Chá da Boa Nova” (Leça da Palmeira). No entanto, estes dois renomados chefs portugueses não chegaram a integrar a lista final.

Para além de Hans Neuner, de entre os chefs estrangeiros com “residência” em Portugal, surgem ainda na lista dos 100 melhores do mundo os espanhóis Eneko Atxa, do “Eneko” (Lisboa) e Martín Berasategui, do “Fifty Seconds” (Lisboa), ocupando o 31º e 28º lugar, respetivamente.

Criados pela neurocientista polaca Joanna Ślusarczyk e pelo especialista em assuntos de gastronomia Cristian Gadau, os prémios distinguem-se por colocar os chefs em primeiro plano. Enquanto outras distinções, como as estrelas do Guia Michelin ou o ranking dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo são atribuídos aos restaurantes, os Best Chef Awards pretendem mudar o foco para o chef, para a forma como este aborda a comida e o que faz de único para se distinguir dos demais.

A cada nova edição, entram para a lista de candidatos os 100 cozinheiros eleitos no ano anterior, bem como 100 “new faces”, nomeados por “parceiros independentes” da plataforma e que incluem jornalistas especializados em gastronomia, críticos, bloggers, fotógrafos de culinária e “outras pessoas notáveis com um vasto conhecimento sobre fine dining”.

Em fevereiro deste ano, Joanna Ślusarczyk havia garantido que “o ano passado não nos travou”, apesar de a crise pandémica ter afetado duramente o sector da restauração. “Na verdade, trabalhámos mais para nos adaptar e oferecer aos chefs e restaurantes de todo o mundo uma plataforma para ficarem conectados e compartilharem informações uns com os outros e com o público.” Para o ano, há mais! Veremos como os chefs lusos se irão posicionar…

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