Drª Marta Padilha, a especialista em anti-aging

Sempre quis ser médica. Nunca pensou noutra profissão. A oportunidade de ‘ajudar o outro’ fascina-a desde sempre. Quando descobriu a medicina anti-aging, viajou até à Bélgica e aos Estados Unidos da América para estudar Gestão do Peso e Modulação Hormonal. Hoje, ajuda dezenas de mulheres a recuperarem a forma e a autoconfiança, através de um método que tem por base o tratamento individualizado. À F Luxury, Marta Padilha revela as razões que a levaram a dedicar-se a esta vertente da Medicina, onde acredita estar “a chave” para uma perda de peso eficaz e uma vida mais longa, e revela os princípios anti-aging que põe em prática todos os dias e que – todas nós – deveríamos seguir.

Iniciou o seu percurso como médica de Medicina Geral e Familiar. O que a fascinou na área da Medicina?

Sempre quis ser médica. Apesar de não ter familiares médicos, sempre me fascinou ajudar o outro. Nunca pensei em ter outra profissão e, felizmente, os meus pais proporcionaram-me a oportunidade de estudar e atingir os meus objetivos. Sem eles nunca teria conseguido.

Decorridos dez anos, depois de formar-se, descobriu a medicina anti-aging. Como surgiu este encontro?

A medicina anti-aging surgiu na minha vida por acaso. E foi um ‘bom acaso’. Quando trabalhava numa clínica de gestão de peso, percebi que a maioria das pessoas que nos procuravam tinham os mesmos sintomas e desequilíbrios hormonais. Por isso, decidi investir na minha formação com o objetivo de ter melhores respostas para aqueles pacientes. Fui para a Bélgica, depois para Barcelona e para os Estados Unidos da América, onde fiz o certificado de Gestão de Peso pela American Academy of Anti-Aging Medicine.

Numa linguagem simples, como define a medicina anti-aging?

Trata-se de uma área da medicina que tem como objetivo promover uma melhor qualidade de vida, prevenindo as doenças relacionadas com o envelhecimento.

Que mais-valias acredita que esta vertente de investigação pode trazer, no futuro?

Acredito que trabalhando os cinco pilares do anti-aging – a nutrição funcional, o exercício físico, a gestão do stress e a suplementação hormonal e não hormonal – vamos envelhecer com mais qualidade. Acredito neste tipo de medicina personalizada e individualizada, que tem em consideração cada história, caso e percurso, oferecendo resultados imediatos na qualidade de vida dos pacientes.

O que é necessário alterar no nosso estilo de vida para vivermos mais tempo e com mais qualidade?

A nossa maior preocupação deve ser a prevenção da doença e a promoção da saúde, o que implica mudar hábitos e condutas no estilo de vida que são lesivos para o organismo. Assim, é fundamental intervir na alimentação, na gestão do stress e nos hábitos de sono e de exercício físico. A prevalência de patologias como a obesidade, a diabetes, a hipertensão arterial e a depressão, entre outras doenças associadas aos maus hábitos da população, é cada vez maior. Porém, acredito que é fundamental, como tudo na vida, haver um equilíbrio e não fazer disto algo castrador e penoso. Acima de tudo, devemos sentir-nos bem connosco, antes de mudar qualquer atitude que nos poderá guiar à nossa felicidade.

Quais são os princípios da medicina anti-aging que faz questão de aplicar na sua vida? 

Tento seguir os cinco pilares da medicina anti-aging. Faço suplementação hormonal e não hormonal, procuro dormir oito horas por noite, sigo uma alimentação anti-inflamatória e pratico exercícios de força antes de ir trabalhar.

Especializou-se em Modulação Hormonal e Gestão do Peso. O que a motivou a apostar nestas áreas?

Quando comecei a trabalhar na área do anti-aging, percebi que existia, para a maioria das mulheres, uma queixa em comum: o excesso de peso. Um grande número dessas pessoas já tinha feito todas as dietas, tinha perdido algum (ou muito) peso, mas, geralmente, recuperava não só os quilos perdidos, como ainda ganhava mais peso. Percebi que entravam na consulta desmotivadas e sem saber o que fazer… Esta especialização em Gestão do Peso permitiu-me aprender a solucionar este problema. A primeira ideia que importa transmitir é que ‘a culpa não é só da nossa boca’. A obesidade nem sempre está relacionada com a motivação, é um problema mais complexo. A chave para uma perda permanente de peso é o equilíbrio hormonal.

Acompanha dezenas de mulheres que procuram a sua ajuda para perder peso e melhorar a sua autoestima. O que é mais desafiante no acompanhamento destes casos?

O mais desafiante é perceber quais são as causas hormonais e não hormonais que se escondem atrás do aumento de peso. É fundamental que as pessoas percebam que quando existem desequilíbrios hormonais não conseguimos atingir o nosso objetivo. Se não estivermos bem ‘por dentro’, não conseguimos estar bem ‘por fora’.

Quais são os principais erros que as mulheres cometem na gestão do peso?

O pior erro que a maioria das mulheres comete é não procurar ajuda médica especializada e fazer dietas ‘mágicas’ à procura de resultados rápidos.

Atualmente, trabalha na sua própria clínica médica, é membro da American Academy of Anti-Aging Medicine, participa regularmente em programas de televisão e colabora com diversas revistas nacionais. Nesta agenda preenchida, consegue ter tempo para si?

Nem sempre é fácil conciliar a vida pessoal com a profissional. Acredito que ao fazer o que amamos, tudo é mais simples. Quando saio da clínica ao final do dia vou de ‘coração cheio’ e isso não tem preço. 

É uma das especialistas mais reconhecidas na área da medicina anti-aging em Portugal. O que considera ter sido essencial para chegar até aqui?

O apoio da minha família tem sido fundamental em todo o meu percurso porque nunca deixaram de acreditar em mim e sempre apoiaram as minhas decisões.

Por Sofia Santos Cardoso

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