António Faria, o Elogio da Melancolia

Este é também o título da mais recente exposição do artista plástico, que pudemos ver no Museu Nacional de Arte Contemporânea.

António Faria
Guache sobre papel, 450x660 cm
Lápis de cor, 140x120 cm
Guache sobre papel, 280x600 cm
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A mostra de António Faria esteve patente no MNAC, até novembro do ano passado. Era feita de florestas monocromáticas, densas, gigantescas, mas de feitura minuciosa e detalhada, quase obsessiva. “É um universo simbólico, até onírico”, assim descreve o artista a obra que expôs no Chiado, que entroncava com uma sua exposição anterior no Museu do Côa. Mas “esta é uma nova configuração, às paisagens que expus no Côa junto esqueletos de centauros e outras presenças inquietantes e melancólicas.”

Ao contrário da grande maioria dos seus pares, António acredita que artista não se nasce: é uma escolha que resulta de muito trabalho e resiliência. E estes labor e resiliência são bem visíveis nesta sua fase de obra: “Durante muito tempo, o meu trabalho era baseado em fotografias que eu próprio tirava, e em esboços que fazia no local. Hoje em dia trabalho de memória, ou invento tudo, desenho a floresta folha a folha, como se fosse uma espécie de escrita”.

Da vaidade António não depende: “No sentido de pecado mortal não a tenho. Mas é importante a validação do outro, e claro que gosto de saber que o meu trabalho é reconhecido; este reconhecimento não é, de todo, o motor para eu continuar. O meu motor é uma necessidade interna, é uma compulsão.”

Por João Galvão

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