Salta, novo espaço gastronómico conjuga sabores da Ásia e América Central

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Mais do que apenas um restaurante, o Salta é a mais recente experiência gastronómica sensorial que acaba de abrir portas em pleno centro de Lisboa. E a F Luxury foi convidada a experienciar esta nova proposta de restauração, bem como a sentir e desmistificar que “não se trata de mais um espaço de sushi”, conforme nos fez referência um dos fundadores que nos acompanhou, o Rafael Almeida. O Salta transportou-nos para uma viagem verdadeiramente sensorial, graças à experiência completa – visual, olfativa, auditiva e de paladar – que nos proporcionou.

Abreviatura de Saltapatrás (uma das castas que compunham a classificação de povos indígenas na América latina, durante a Colonização Espanhola), Salta é o novo restaurante da capital portuguesa que traz a premissa de oferecer uma experiência gastronómica sensorial a todos os que aqui entram e “embarcam” numa viagem pela Ásia e América Central.

Este arrojado projeto gastronómico é a concretização de um sonho de quatro amigos – Tomaz Reis, Mo Lisbona, Pedro Lopes e Rafael Almeida -, todos eles ligados ao mundo da gastronomia, restauração e produção de grandes eventos, e que viram em Lisboa a oportunidade de criar algo único, original, e que de alguma forma se relacionasse com as experiências que cada um teve pelo mundo a fora, seja em Sydney, Nova Iorque, Londres, Barcelona, Copenhaga, São Paulo, entre muitos outros lugares.

Inspirado nas culturas Asiática e Centro-Americana, este novo espaço oferece o melhor do encontro destas duas cozinhas, através de um serviço ímpar, numa atmosfera moderna, que respeita e apoia a diversidade, sendo dividido em quatro ambientes– o rés-do-chão, a cave, o foyer das casas de banho e o deque ao ar livre. Cada um dos espaços possui personalidade própria, mas uma mesma linha guia os permeia.

Ao entrarmos no Salta, o rés-do-chão, ao mesmo nível da rua Rodrigo da Fonseca, 82ª onde se insere, somos introduzidos numa viagem sem igual. O mapa invertido na parede central coloca o Oceano Pacífico como o seu centro, remetendo ao conceito culinário do Salta. O tom sóbrio do cinza das paredes promove a sensação de modernidade, já o amarelo “fechado” na parede que emoldura a cozinha alegra a visão. O balcão do bar, com sua saia em chapas de ferro com aspeto enferrujado “dialoga” com o mesmo material das garrafeiras e do expositor de peças de decoração e arte. O vermelho quase bordeaux nos pés das mesas e do balcão transportam-nos subtilmente à Ásia, enquanto os cactos plantados em potes no mesmo tom amarelo da parede à vista, levam-nos até à América central. Os candeeiros do teto, feitos exclusivamente para o Salta, brincam com o cobre em formas distorcidas e lâmpadas que, além de iluminar o espaço, confere-lhes um certo ar futurístico das cidades mais modernas dos dois continentes, que são as linhas guias do conceito.

Ao descer as escadas, o ripado de madeira gera um jogo de luzes e sombras sobre a parede oposta, fazendo menção aos biombos das residências do sul da Ásia. Ao chegarmos as foyer das casas de banho, um jogo de ladrilhos hidráulicos em branco e cinza, em contraste com as paredes amarelas e os aros das portas em preto, parece confundir num primeiro momento, mas integra-se imediatamente com a cave, que volta a ter o piso em cimento e as paredes cinzas, porém com um pé direito mais baixo, iluminação indireta com fitas de led sob placas de espelho no teto e por trás dos bancos. O espelho que cobre a parede de fundo aumenta a perceção de profundidade e engrandece o espaço. A cave é, certamente por isso, um ambiente mais intimista que lembra os bares e clubs da noite de países como o Japão. Do foyer das casas de banho também se pode optar por outra rota e, ao invés de adentrarmos na cave, podemos sair por uma porta e chegar ao seu deque – um espaço que poderia estar tanto no México ou no Panamá, quanto na Tailândia, mas que se encontra em plena Lisboa. As paredes de vime castanho escuro, o paisagismo bem verde e base do banco corrido no amarelo Salta, tornam este deque uma composição especial a céu aberto.

Voltando à gastronomia, ao mesmo tempo que desfrutamos de um cocktail especial e personalizado, podemos degustar de uma entrada única, oferecida a todos os que aqui vêm, além de alguns dos pratos que compõe a carta do Salta. Mas existem muitas e interessantes propostas, tais como Tacos de Pato à Pequim, Ceviche de Vieiras Japonesas e Mini Pork Belly. Além de uma carta variada de pratos, o bar do Salta possui uma oferta completa de cocktails clássicos, como o New York Sour ou o famoso Negroni, e cocktails especialmente desenvolvidos para acompanhar os pratos do restaurante, como o Gohantini, um twist do famoso Dry Martini – que nos remete imediatamente para os sabores japoneses.

Acrescido a tudo isto, temos ainda as paredes do espaço, que são uma verdadeira galeria de arte viva, onde a cada temporada, um novo artista expõe as suas obras, adicionando novos elementos ao fator visual da experiência sensorial. Sem dúvida, o Salta é um espaço high-end, mas ao mesmo tempo despojado e aconchegante. Uma nova proposta gastronómica a afirmar-se na capital que merece ser visitada.

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Mônica Rosenzweig

Natural do Rio de Janeiro, a designer de joias viu a sua criatividade ser o