Paris-Édimbourg, o novo destino de Les Eaux de Chanel

Depois de Biarritz e Deauville, depois de Venise e Riviera, Olivier Polge empreende uma quinta viagem olfativa a partir de Paris, em direção a Édimbourg. A coleção Les Eaux de Chanel, inspirada nos lugares que Mademoiselle Chanel tanto amava  – e um convite à viagem descrita em torno da frescura – nasceu em 2018 e veio adicionar um novo universo olfativo aos perfumes da Maison.

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Assim como uma água doce, cada um destes destinos expressa um convite para escapar, sem motivo aparente, ao aqui e agora. Leves, unissexo, transportam-nos para cenários igualmente leves e frescos. Cenários imaginários ou reais, à beira-mar ou no campo. Cada viagem é, antes de mais nada, uma experiência íntima, alojada no coração das nossas próprias emoções.

Embora todas as fragrâncias de Les Eaux de Chanel sejam pensadas e criadas como águas doces, cada uma é diferente da anterior, tanto na harmonia dos cítricos (da Sicília e da Calábria) como na escolha de ingredientes únicos. “Este prazer sem reservas, evidente e refrescante, reflete-se num gesto generoso e elegante em qualquer situação, homenageando a nobreza da simplicidade”, salienta Polge.

Paris-Édimbourg, da paixão à inspiração

Estamos em 1924. Gabrielle Chanel descobre a Escócia com o Duque de Westminster, com quem mantém uma relação até 1930. Longe da vida mundana, refugia-se nesta natureza selvagem e imponente, banhada por uma intensa luz branca. Ali pesca salmão, joga cartas com Winston Churchill ou Vera Bate e divide o seu tempo entre as três propriedades do duque nas Highlands: Stack Lodge, Lochmore e Rosehall, a última mansão que ele lhe confia para decorar. As roupas que os aristocratas britânicos usavam durante suas atividades ao ar livre tornaram-se uma fonte de inspiração. Os padrões geométricos multicoloridos, as boinas de lã e os casacos de tweed… Gabrielle absorve tudo isto avidamente e não cessa de usar estas referências nas suas criações, ao ponto de se tornarem emblemas do estilo Chanel.

Fresca e amadeirada, Paris-Édimbourg poderia ser o cheiro de um destes casacos de tweed roubado ao guarda-roupa masculino que tanto inspirou Gabrielle Chanel“, Olivier Polge.
Imerso na inspiradora e misteriosa paisagem escocesa, Olivier Polge deixa-se seduzir por dois aromas exclusivos: o zimbro ‘surpreendentemente fresco’ e a madeira terrosa. Desta combinação luminosa, desta tensão entre a frescura incisiva e a escuridão quente, surge a ideia de uma água, uma fonte de energia vegetal aromática, prosseguindo a tradição das colónias dos lords ingleses. Polge realça as notas vivas e típicas do zimbro e do cipreste e adiciona um toque de lavanda. Seleciona ainda o cedro, que lhe dá um conforto envolvente, e o vetiver, escolhido pelas notas terrosas e ligeiramente fumée. Por fim, “e para compensar a aspereza daquele estilo de vida rústico”, o perfumista da Casa escolhe notas de baunilha e almíscar, que aquecem este caminho. De Paris a Édimbourg. Paris-Édimbourg é, assim, o mais terroso, andrógino e amadeirado de todas as criações de Les Eaux de Chanel. Partilha o mesmo frasco dos demais destinos, um modelo requintado com formas arredondadas e tampa preta com o duplo C gravado. Na transparência cristalina do vidro, uma fragrância verde como as paisagens escocesas deixa-se revelar.

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Ana Abalroado Santos

A Store Manager da Bvlgari Lisboa tem uma ligação estreita, emocional e de longa data,