Joana Vasconcelos desenha Bombom para a Roche Bobois

“Porque os artistas têm uma visão do mundo premonitória e preciosa, a Roche Bobois colaborou várias vezes com o mundo da arte: em 2015, a exposição InExterieur dedicou-se aos atores da street art e à evolução das suas práticas em atelier”, assim se lê no comunicado à Imprensa. Nos anos seguintes, muitas outras se seguiram. Coube a vez, agora, à artista plástica portuguesa, de expressão internacional, Joana Vasconcelos.
Em 2019, numa visita à loja da Roche Bobois, em Lisboa, Joana Vasconcelos, à procura de um candeeiro de mesa, descobre o sofá́ Mah Jong, desenhado por Hans Hopfer em 1971. Este é também o ano de nascimento de Joana Vasconcelos que vê nesse acaso um sinal: o projeto de uma colaboração começa a ganhar forma. Meses mais tarde, a marca confia à artista portuguesa seis das suas criações e dá-lhe carta branca para as reinterpretar: duas cadeiras Ava, as poltronas Lady B e Nuage, as mesas baixas Sismic e Cute Cut, assim como uma composição do icónico Mah Jong.

BOMBOM, a coleção

Para comemorar os 60 anos da marca, a Roche Bobois prossegue o diálogo iniciado com Joana Vasconcelos, pedindo-lhe agora para imaginar uma linha de assentos e acessórios – que é já a coleção emblemática do ano. A artista aceitou o desafio do design das peças, destinadas a interagir com um público mais vasto, transpondo os seus temas e interrogações a objetos do quotidiano, para propor o seu olhar sobre o mundo aplicado ao desenho dos espaços habitáveis.

O resultado? Uma série de peças plurifuncionais tão lúdicas como deliciosas e otimistas.

“Quando observo estes elementos, com as suas curvas e linhas sinuosas, vejo um conjunto de formas adaptadas aos interiores”, assim disse, sobre a coleção, a artista Joana Vasconcelos

Os sofás – Formas fluidas, orgânicas e gulosas, desdobradas em cores ora frescas, ora aciduladas ora profundas, com uma ligação comum ao preto. Os encostos, todos móveis e independentes, pontuam cada sofá́, permitindo-nos ajustar o nosso próprio conforto, sentados ou deitados.

Os tapetes – Quatro modelos de tapetes completam a coleção, sendo que três deles são provenientes de desenhos originais de Joana, reproduzidos em impressão com tons flamejantes: dois modelos em retângulo com fundo preto ou claro e um modelo redondo. O quarto modelo, tufado, retoma certos códigos das obras da artista: formas orgânicas, coloridas e gulosas que geram uma forma original, realçadas pela variação de espessura através do fundo preto.
As almofadas – A coleção de almofadas retoma os motivos provenientes dos desenhos originais da artista, impressos e bordados, com fundos brancos ou pretos. Está disponível em três dimensões, ou seja, seis modelos diferentes. Nela encontramos a fantasia e a exuberância cromática, próprias da obra de Joana Vasconcelos.

Sobre a artista plástica Joana Vasconcelos

Vive e trabalha em Lisboa. Expõe regularmente desde meados dos anos 1990. O reconhecimento internacional do seu trabalho deu-se com a participação na 51ª Bienal de Veneza, em 2005, com a obra ‘A Noiva’. Desde então, apresenta os seus trabalhos numa escala internacional. As suas criações questionam o papel da mulher no mundo contemporâneo, honrando as tradições artesanais e o savoir-faire português.

Foi a primeira mulher e a mais jovem artista a expor no Palácio de Versalhes, em 2012. Outros momentos relevantes da sua carreira incluem a individual no Museu Guggenheim Bilbao (2018); o projeto Trafaria Praia, para o Pavilhão de Portugal na 55ª Bienal de Veneza (2013); a participação na coletiva The World Belongs to You, no Palazzo Grassi/François Pinault Foundation (2011); e a sua primeira retrospetiva, apresentada no Museu Coleção Berardo, em Lisboa (2010). 

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