Ricardo e Francisca Pereira

A F Luxury Magazine propôs e o desafio foi aceite.  O ator e apresentador Ricardo Pereira juntou-se à mulher Francisca e aos três filhos para uma produção muito especial… Este ano, o casal celebra 10 anos de casamento. «Dez de muitos», como fazem questão de antecipar. Com carreiras exigentes e uma rotina que se divide entre Portugal e o Brasil, aquela que já é a sua «segunda casa», o tempo em família nunca é descurado. Uma conversa inspiradora sobre a difícil, mas possível, gestão entre os desafios profissionais e a esfera familiar, os projetos atuais e futuros, e os segredos de um casal que prioriza o amor, acima de tudo.

por Sofia Santos Cardoso

RICARDO PEREIRA

DIVIDE O SEU TEMPO ENTRE DOIS PAÍSES SEPARADOS PELO OCEANO ATLÂNTICO. DO QUE GOSTA MAIS NO BRASIL E DO QUE SENTE MAIS FALTA DE PORTUGAL?

Tenho tido, sem dúvida, a minha carreira dividida entre os dois países. Quando estamos num lado sentimos saudades de coisas do outro, mas estamos completamente adaptados à vida no Brasil. No Brasil, temos muitas saudades da família e dos amigos de infância em Portugal. Quando estamos em Portugal, também sentimos falta dos amigos que criámos no Brasil. Artisticamente falando, é muito interessante e muito importante ter a oportunidade de trabalhar com várias pessoas nestes dois países, onde eu e a minha família somos tão felizes. Dá‐me muita satisfação.

O QUE GOSTARIA DE FAZER NO SEU PERCURSO PROFISSIONAL QUE AINDA NÃO FEZ?

Embora ainda me considere jovem, a verdade é que tenho tido a oportunidade de trabalhar em várias geografias e com várias pessoas que têm feito parte da minha aprendizagem, permitindo‐me encontrar desafios cada vez maiores, nas várias disciplinas que exerço, desde a apresentação, à representação, à locução e tantas outras experiências. É uma carreira que já vai longa, mas, na verdade, sinto que ainda me falta fazer muita coisa… Tenho o desejo de ainda poder trabalhar com atores, realizadores e autores que tanto admiro, em Portugal e no Brasil. Sinto‐me forte e continuo, felizmente, muito apaixonado pela profissão que escolhi.

COM UMA CARREIRA TÃO PREENCHIDA, CONSEGUE DEDICAR TEMPO À FAMÍLIA?

Sempre procurei organizar o meu tempo de forma muito equilibrada. Esse equilíbrio é fundamental para o meu bem‐estar e para a minha vida profissional, porque sem a minha família nada faz sentido. É neles que procuro a força para enfrentar todos os desafios. Isto implica que, por vezes, tenha de andar mais de um lado para o outro e de abdicar de algumas horas de sono para poder estar em todos os momentos importantes, dos quais a família faz parte.

QUAL É O MOMENTO DO DIA QUE NÃO DISPENSA COM OS SEUS FILHOS?

Diria que é o final do dia. Jantar, brincar, deitá‐los, contar uma história… é fundamental. Adoro fazer programas com eles, passear, passar férias e ter fins de semana só para nós. Além disso, também é importante para mim ter tempo para namorar e estar com a minha mulher, termos momentos só nossos.

QUAL É O MAIOR DESAFIO NA PATERNIDADE?

Acho que são todos… Quando fomos pais pela primeira vez, era tudo novo para nós. Depois tivemos a segunda e a terceira filha e, embora já soubéssemos ao que íamos, é sempre uma experiência diferente com cada filho. Procurámos sempre ouvir os conselhos das pessoas à nossa volta para depois tentarmos agir à nossa maneira. Criar filhos não é uma ciência exata e há que saber ouvi‐los, educá‐los e, acima de tudo, há que estar sempre presente e acompanhá‐los ao máximo. É um desafio diário, é a viagem mais bonita das nossas vidas, e não somos só nós que lhes ensinamos, eles também nos ensinam e isso é muito especial.

FRANCISCA PEREIRA

COMO É SER MÃE DE TRÊS FILHOS?

Tudo o que sempre sonhei para a minha vida foi ser mãe, logo ser mãe de três filhos é o realizar de um sonho. Não consigo ver um obstáculo que a maternidade me tenha trazido. É tudo muito natural para mim. Claro que é importante haver uma organização para tudo fluir, mas temos tudo bastante estruturado e sinto‐me realizada em todos os aspetos: na qualidade de mãe, mulher e profissional.

EM 2017, LANÇOU A SUA PRIMEIRA COLEÇÃO DE LINGERIE PARA A MARCA PORTUGUESA CANTÊ. COMO SURGIU ESTA PAIXÃO PELO DESIGN DE ROUPA ÍNTIMA?

Tirei o curso de moda em Londres e o meu projeto final foi focado em lingerie. Tive de desenhar a coleção, construir o conceito e aí começou a minha paixão pela roupa íntima. Numa das minhas vindas a Portugal, a Mariana e a Rita (donas da Cantê) convidaram‐me a criarmos esta linha em conjunto. E é um sucesso maior do que alguma vez conseguiríamos imaginar. É muito bom trabalhar num projeto do qual temos tanto orgulho. A My Intimate cresceu muito, procuramos inovar e trazer coisas novas em cada coleção.

QUE PROJETOS TEM PARA ESTA LINHA DE LINGERIE?

O nosso grande foco para a My Intimate Cantê é fazer crescer a marca. Estamos muito bem posicionados nacionalmente e começámos a exportar muito para países como Espanha, França e Austrália… O objetivo central baseia‐ ‐se no aumento da produção para vender mais a nível mundial. Outro objetivo é criar dentro do segmento da lingerie novos mercados e “desconstruir” um pouco daquilo que é a roupa íntima. O importante é deixarmos que a marca cresça de forma natural e esperar que continue a ser o sucesso que tem sido.

QUAL É O MAIOR DESAFIO PARA SI NA MATERNIDADE?

O meu maior desafio nesta caminhada da maternidade tem sido a forma como educo os meus filhos. Esse é o maior desafio. Modéstia à parte, posso dizer que temos feito um trabalho fantástico. Temos três filhos com os valores certos, que respeitam e se preocupam com o próximo. Não poderíamos ter desejado melhor.

AS TRADIÇÕES NATALÍCIAS E OS SEGREDOS DE UMA FAMÍLIA FELIZ

COMO VIVEM A ÉPOCA NATALÍCIA EM FAMÍLIA?

Francisca Pereira: É sempre vivida com a família junto de nós, no Brasil ou em Portugal. Fazemos questão de perpetuar a lenda do Pai Natal e manter essa magia e encanto tão característicos do Natal.

Ricardo Pereira: Fazemos muito do que é o tradicional da época: desde a decoração da casa, a escrever a carta ao Pai Natal. No dia, temos a família na cozinha a preparar as refeições que já estão connosco há muitas gerações. O serão é passado à mesa, onde fazemos um levantamento do que foi o nosso ano e revivemos alguns momentos de anos anteriores que nos tenham marcado. Depois é tempo de abrir os presentes, entregues pelo próprio Pai Natal, e de outros que ficam escondidos pela casa num jogo «caça ao tesouro». Em Portugal, fazemos questão de ter uma lareira e, no Brasil, já não há Natal sem irmos todos dar uns mergulhos.

TER TRÊS FILHOS SEMPRE FOI UM DESEJO DOS DOIS?

FP: Tudo na nossa vida aconteceu de forma muito natural, sem pressas, e só nos resta ver o que o futuro nos reserva. Temos falado em aumentar a família, mas sem grandes planeamentos. Uma coisa temos como certo: somos muito felizes com a família que temos.

RP: Quando começámos a namorar, a Francisca ofereceu‐me um quadro com uma fotografia e, na parte de trás, tinha uma dedicatória escrita por ela e um desenho, também feito por ela, com uma família e quatro filhos… Logo aí percebi que era um desejo da Francisca ter uma família grande. A Francisca tem três irmãos, por isso, sempre sentiu a necessidade de, no futuro, proporcionar a mesma experiência aos filhos. Eu sou filho único, mas tenho bastantes primos e sempre fomos muito unidos, por isso também sempre partilhei deste sonho.

QUAIS SÃO OS PILARES DE UMA FAMÍLIA FELIZ E QUE ESTÃO PRESENTES NA VOSSA?

Francisca e Ricardo Pereira: É fundamental respeitarmo‐nos e ouvirmo‐nos uns aos outros, e entendermos que somos todos diferentes, mas com pontos em comum que se vão construindo através da família. Não há segredos, não há regras, não há uma receita para a felicidade. É fundamental saber entender o momento, a vontade e o desejo do outro e, principalmente, respeitar o seu espaço.

ESTE ANO COMEMORAM 10 ANOS DE CASAMENTO. QUAL É O SEGREDO PARA SE MANTEREM JUNTOS E FELIZES?

FP: Estamos muito felizes. São 14 anos de namoro e dez de casamento e que sejam apenas dez de muitos… Estamos muito entusiasmados para perceber o que o futuro tem para nos brindar.

RP: Não há uma receita. É o amor… Caminhar “de mão dada” e tentar ultra‐ passar as divergências. Dar a mão à palmatória, deixar o orgulho de parte e não nos deitarmos “de costas voltadas”. Dar valor ao que temos e saber que estamos lá um para o outro em todas as ocasiões.

/ Artigos Relacionados

Artigos Relacionados

Matias Damásio

Matias Damásio

De Angola para o Mundo Viver, amar e dançar. O nome do novo projeto musical

/ Artigos Recentes

Artigos Recentes

Mobiliário de exterior

Luxo a bordo

Relax total com a chaise-longue e otomana Ribbon São boas as vibrações oceânicas que a