Maison Ruinart reabre em Reims

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Tudo boas razões para explorar a região do champanhe! Encerrada ao público nos últimos meses, a Ruinart, a casa mais antiga de champanhe, reabriu no verão as suas portas, para gáudio de todos os amantes do precioso líquido borbulhante. Localizada a menos de uma hora de comboio de Paris, aqui se combinam natureza e cultura, arte e savoir-faire, gastronomia e vinho.

Nas palavras de Frédéric Dufour, presidente da maison Ruinart: “Como Reims e a região de Champagne foram homenageados no ‘Guia da Cidade de Louis Vuitton’ – o primeiro guia referente a uma região francesa -, estamos a fazer todos os esforços para receber novamente os visitantes em conformidade com as indicações de saúde da OMS. A arte de receber visitantes está enraizada no ADN da maison Ruinart e estamos mais empenhados do que nunca em partilhar a arte de viver francesa e a abundância do terroir e da herança da região de Champagne”.

E se dúvidas existem sobre a importância de uma visita ao lugar, aqui ficam cinco boas razões que ajudam a definir um plano de viagens:

1.  Herança digital: Visita virtual com experiência imersiva – Foi no final do século XVIII que a pioneira família Ruinart percebeu que as antigas pedreiras escavadas no subsolo de calcário da capital da região de Champagne podiam fornecer as condições ideais para estagiar os seus vinhos, devido ao nível de humidade ideal e naturalmente constante: 10/12°C. Ainda em uso, as 20 caves da Ruinart estendem-se por dois níveis e oito quilómetros, a quase 40 m de profundidade. Na cidade de Reims, França, conhecida por ser a “Região de Champanhe”, a maison Ruinart é a única a ser classificada como património mundial pela UNESCO e designada como património histórico desde 1931.

Este ano, além da excursão guiada de duas horas, a Ruinart introduziu uma excursão virtual. Todas as passagens subterrâneas, bem como as salas de degustação, decoradas pelo designer de interiores Elliott Barnes, evocam a atmosfera de uma residência aristocrática e foram fotografadas a 360º graus. Através de realidade virtual, os visitantes podem explorar todas as áreas, algumas das quais habitualmente inacessíveis, incluindo o espaço onde o “Chef des Caves” guarda as garrafas mais valiosas. Enquanto o visitante explora, um embaixador da Ruinart estará à disposição para responder a todas as perguntas. A tour virtual pode ser realizada tanto no local como também no conforto da sua própria casa.

2. Gastronomia: Brunch local com ‘champagne’ Ruinart – Pela primeira vez, o brunch faz parte das propostas regulares da Maison Ruinart, com dois serviços, aos sábados e domingos. Servido no jardim, não muito longe das videiras de Chardonnay, ou na grande sala de jantar, o brunch é uma revelação plena da arte da culinária francesa. Das loiças aos guardanapos de linho bordados, a Ruinart recebe os seus convidados com elegância e autenticidade. Formada em hotelaria e com vários anos de experiência em restaurantes com estrelas Michelin, a Chef Ruinart Valérie Radou assumiu o comando da cozinha da Maison, onde cria menus de raiz, com base em ingredientes sempre sazonais. O paring de comida e champanhe Ruinart (R de Ruinart, Ruinart Blanc de Blancs ou Ruinart Rosé) são elaborados em parceria com o Enólogo Principal, Frédéric Panaïotis.

3. Arte: Uma coleção pioneira – Em 1896, os descendentes da família Ruinart, grandes amantes de Arte, tiveram a brilhante ideia de contratar o artista checo Alphonse Mucha para criar um poster promocional para a casa de champanhe. O prodígio da Art Nouveau impressionou com este primeiro “anúncio”, cuja cópia original permanece em Reims. Exibido nas colunas Morris em Paris e até no cume do Mont Blanc, o design cimentou a relação de Ruinart com a Arte. Desde então, a maison continua a apostar na Arte, ao lado dos maiores artistas e designers contemporâneos para prestar homenagem aos seus vinhos, história, património e caves, considerados Património Mundial pela UNESCO. Entre eles, contam-se o designer Maarten Baas, o fotógrafo Erwin Olaf, o escultor Jaume Plensa e o artista Liu Bolin, cujas obras estão em exibição nas salas formais de recepção da Casa.

Em 2020, a Maison Ruinart confiou ao artista britânico David Shrigley a sua reinterpretação artística anual. Guiado pela sua curiosidade natural, Shrigley quis ver e compreender tudo acerca do processo de champanhe durante a sua residência artística. A série de 36 desenhos, em preto e branco e coloridos, destacam a importância do conhecimento, transmissão e respeito pela natureza. Geralmente são exibidos no exterior, mas, nesta ocasião, estarão à vista dos visitantes. David Shrigley também ficou fascinado pelo mundo subterrâneo das adegas e quis deixar várias marcas nas paredes de giz. Espalhadas pelas caves, tais mensagens – rostos esculpidos nas paredes macias ou grafites originais que documentam a sua experiência a mais de 30 metros de profundidade – destinam-se tanto aos visitantes quanto aos homens e mulheres que ali trabalham todos os dias. Estas mensagens misturam-se com as preexistentes, deixadas ao longo do tempo por autores anónimos. A visita guiada permitirá que o visitante pesquise estas peças enigmáticas e curiosas.

4. Natureza: Observe as mudanças climáticas nas caves e nas vinhas – Para Ruinart, a questão da sustentabilidade é evidente, já que a viticultura depende sobretudo do clima. Ano após ano, o Enólogo Prinicipal cria as “cuvées” combinando diferentes variedades de uvas, crus e lotes. O processo é demorado – chega a ser necessária uma década entre a colheita e a degustação. Este ano, pela sexta vez em pouco menos de 20 anos, a colheita começará, provavelmente, já este mês de agosto, em oposição à segunda quinzena de setembro. Os efeitos das mudanças climáticas já são aparentes na vinha. Perto de celebrar o seu 300º aniversário, a Ruinart está comprometida em proteger e preservar o habitat natural que permite que as videiras floresçam e que tornam os seus vinhos característicos pela excelência.

A instalação artística Retour aux Sources (2019) criada pela dupla Mouawad Laurier combina inovação, criatividade e sustentabilidade para aumentar a conscienlização dos visitantes acerca das mudanças climáticas na região de Champagne. A raiz colossal foi revelada em setembro de 2019, numa zona das caves com mais de 30 metros de profundidade. Através de um complexo sistema de inteligência artificial, a obra artística recolhe dados da vinha, do clima e da produção dos vinhos Ruinart, para torná-los acessíveis e inteligíveis aos visitantes sob a forma de uma experiência única, com o recurso do som, luz e movimento. Os globos luminosos de vidro de Murano ganham vida e criam um espetáculo multissensorial no giz branco, que lembra os raios de sol refletidos debaixo de água. A viagem no tempo recorda o facto de que a região de Champagne já esteve no fundo do oceano, representando a camada de giz que sedimenta este terroir único.

5. Savoir-faire: Tasting de Ruinart – Como a mais antiga casa de champanhe, a Ruinart produz champanhe desde 1729. A casa detém também o registo mais antigo da primeira comercialização de um champanhe Rosé, então chamado “œil de perdrix” (devido à sua cor), em 1764. Alguns séculos depois, em 1947, a família Ruinart decidiu concentrar toda a sua atenção na variedade de uva de champanhe mais rara e preciosa, a Chardonnay. Hoje em dia, a bandeira da Maison – o Ruinart Blanc de Blancs – é apresentado numa garrafa de vidro transparente, de formato inspirado nas garrafas usadas no século XVIII.

A Ruinart sugere degustações a copo, permitindo que o visitante descubra o aroma rico e a frescura dos seus vinhos na companhia de escanções profissionais. Estarão à prova o R de Ruinart (brut clássico não-vintage), as cuvées Ruinart Rosé e Ruinart Blanc de Blancs, bem como o R de Ruinart Vintage 2011, um impressionante brut vintage, disponível exclusivamente em França. Os especialistas também podem experimentar algumas colheitas de prestígio na forma de vintages Dom Ruinart. Produzidos exclusivamente nos melhores anos, estão disponíveis como Dom Ruinart Blanc de Blancs e Dom Ruinart Rosé. Estas cuvées estagiam aproximadamente por 11 anos nas Caves da Maison, antes de serem estarem disponíveis no mercado. A colheita de 2007 está atualmente em destaque e é um ano especial para Frédéric Panaïotis, Enólogo Principal, coincidindo com a sua primeira colheita como Mestre de Caves na Ruinart.

Uma das mais recentes novidades da Maison são as novas caixas das cuvées, que envolvem a garrafa como se fosse uma segunda pele. O suporte inovador é feito de papel 100% reciclável e é nove vezes mais leve do que as caixas anteriores, além reduzir amplamente a emissão de gases de efeito estufa na sua produção, em cerca de 60%. O design foi inspirado na forma como os escanções e profissionais de hotelaria e restauração atam um guardanapo branco em torno das garrafas ao servir champanhe.

Mais informações ou reservas em www.ruinart.com

Por: João Libério

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