Safári em Angola: os destinos mais intocados

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Descubra os safáris que nos levam a lugares praticamente virgens num país que mantém as suas paisagens naturais quase intactas. Da vegetação tropical densa que irrompe no horizonte às mais variadas espécies animais exóticas, Angola dá-lhe muitos motivos para querer partir nesta aventura… Aceita o desafio?

A palavra safári já antevê, por si só, uma experiência única. De origem árabe (safar), significa viagem e é comummente usada para designar uma expedição terreste, geralmente pela savana africana, para observar animais selvagens. Angola, com a diversidade surpreendente das suas 18 províncias, é um dos destinos ideais na África austral para partir nesta aventura “selvagem”. Das montanhas intermináveis às vastas planícies, sem esquecer, claro, as densas florestas tropicais, que só terminam nas belas praias de areia branca do Atlântico, as paisagens para observar e sentir são muitas e prometem uma experiência inesquecível.

Safári Quiçama

O Parque Nacional da Quiçama, situado a 90 quilómetros da cidade de Luanda, oferece a flora e, sobretudo, a fauna ideais para um safári único. A aventura inicia-se pela manhã, bem cedo, com um passeio de barco que sobe e desce o belíssimo Rio Kwanza, que delimita o Parque a norte. A bordo da embarcação, durante cerca de duas horas, é possível observar e apreciar o espetáculo natural que constitui as margens do rio, densas de vegetação de árvores de grande porte.

No Parque da Quiçama, a visita é conduzida por guias do Instituto de Desenvolvimento Florestal, em viaturas autorizadas. Entre embondeiros, catos, palmeiras, arbustos e outras plantas selvagens, pode cruzar-se com dezenas de espécies animais que habitam o parque. Veados, girafas, zebras, antílopes vários, gnus e elefantes são algumas das espécies que poderão ser observadas e registadas pela objetiva da máquina fotográfica. O passeio dura entre duas a três horas e decorre todas as semanas. No final, poderá pernoitar no confortável Kwanza Lodge, que se distingue pelo seu cenário pitoresco, entre a vegetação natural das margens do rio Kwanza. Saiba mais em: www.eco-tur.com

Flamingo Lodge

Entre o mar e o deserto, o Flamingo Lodge parece ser o único sinal de presença humana nesta parcela da costa do Namibe. O lodge, localizado numa praia de 70 km, é composto por 11 bungalows rústicos, onde poderá adormecer ao som das ondas do Atlântico. Para os mais aventureiros existe, ao lado, um campsite com tendas, em pleno deserto. O lodge dispõe de várias excursões pelo sudoeste de Angola, barcos-sky, barcos insufláveis, quadriciclos, motos e bicicletas. Muito perto, está situada a foz do Rio Flamingo, que dá nome ao lodge e se encontra seco durante a maior parte do ano. Quem já passou por aqui diz que as noites neste lugar são mágicas: a lua brilha intensamente e o céu preenche-se com um número infinito de estrelas. O Flamingo é também um ótimo destino para os amantes da pesca desportiva, e todos os anos atrai pessoas dos quatro cantos do mundo.

A rota ideal para apreciar toda a beleza natural desta região de Angola começa na província vizinha da Huíla, a partir do Lubango, onde poderá aproveitar para conhecer o luxuoso Pululukwa Resort, mesmo no centro da cidade, dissimulado entre a vegetação circundante e as montanhas. A viagem de carro até ao Flamingo Lodge dura cerca de quatro horas e merece uma paragem na Serra da Lemba e na Fenda da Tundavala. Saiba mais em: www.aasafaris.com

Foz do Cunene

No extremo litoral sul de Angola encontramos o rio Cunene, que divide o deserto da Namíbia antes de se encontrar com o mar. A Foz do Cunene é um dos pontos mais emblemáticos desta região, graças à exuberante vegetação que a circunda e que contrasta com o deserto expansivo. Quem se aventurar neste destino, que segundo os antropólogos alberga a tribo de pastores mais intacta do continente africano, poderá observar outros magníficos contrastes: das dunas de areia, das planícies rochosas, da vegetação ribeirinha, dos pântanos de sal e do oceano. A movimentação para a costa através do deserto arenoso oferece uma paisagem quase intocável, por onde pouquíssimos turistas passaram.

Ao longo desta magnífica rota poderá observar uma enorme variedade de pássaros a sobrevoarem o céu azul, planícies repletas de welwitschias, a planta que é popularmente conhecida como “o polvo do deserto”, que só existe no deserto do Namibe, em Angola, e ainda formações rochosas fascinantes nas margens de um oásis de água doce. Além das enormes dunas de areia que caem precipitadamente para o mar, a Foz do Cunene é também conhecida pelas suas vastas lagoas rasas onde abundam inúmeros pássaros e diferentes espécies marinhas, igualmente dignas de contemplação e registo fotográfico. Saiba mais em: www.jenmansafaris.com

O fascinante deserto do Namibe

Parque Nacional de Iona

É o lar de muitos povos indígenas, como o Mucubai e o Himba, e de muitos grupos Kimbundu, sendo na maioria agricultores subsistentes e pastores que permanecem isolados do mundo exterior.

Baía dos Tigres

Oferece uma paisagem única onde enormes dunas de areia caem vertiginosamente no mar. Há também vastas lagoas rasas onde abundam pássaros e outras espécies marinhas. A península de Tigres foi separada do continente durante uma violenta tempestade atlântica e, hoje, tudo o que resta é uma cidade “fantasma”.

Arco

É um oásis de água doce onde magníficas formações rochosas formam o pano de fundo para povoamentos de vegetação aquática exuberante, e uma diversidade única de espécies de aves.

Por Sofia Santos Cardoso

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