Rolex celebra os 100 anos da sua fundação

Assinala-se este ano o 100º aniversário da fundação da empresa Montres Rolex S.A. Foi em 1919 que Hans Wilsdorf, o seu criador, deixou Londres para se instalar, definitivamente, na Suíça. No ano seguinte, em 1920, Wilsdorf conseguiu registar a marca em Genebra, a já “meca” mundial da indústria de relógios.

A origem desta história, contudo, recua ao início do século XX, nos anos 1900, quando este jovem originário da Baviera (Alemanha) se iniciou no universo da relojoaria em La Chaux-de-Fonds, Suíça. Na época, os modelos de bolso dominavam o mercado, mas Wilsdorf apostava nas vantagens do uso do relógio no pulso, bem como no aprimoramento da precisão da máquina. Em 1905, já no Reino Unido, Hans Wilsdorf e o cunhado, Alfred Davis, criaram uma empresa homónima – a Wilsdorf & Davis – que importava mecanismos suíços e instalava-os em caixas britânicas, passando a vender para todo o país relógios de pulso – entre os quais, os da Maison Aegler, sediada em Bienne. Este fornecedor de mecanismos pequenos e precisos revelou-se fundamental para que Wilsdorf “convencesse” o público do rigor cronométrico dos seus relógios de pulso. Sentindo o potencial da sua própria marca no crescente mercado de relógios de pulso, Hans Wilsdorf sonhou, e firmou, o nome de marca Rolex em 1908, após estabelecer as seguintes premissas: deveria ser curto e ter uma sonoridade agradável, ser pronunciável em qualquer idioma e fácil de memorizar, e que ficasse harmonioso tanto no mostrador como no mecanismo do relógio.

Finalmente, em 1910, o visionário conquistou o primeiro certificado de cronometria do Bureau Officiel de Controle de la Marche des Montres, concedido a um relógio deste tipo. Uma vez garantida a precisão do mecanismo, o próximo desafio de Wilsford seria o de desenvolver o primeiro modelo impermeável do mundo. Graças a um sistema que lacrou o mecanismo da peça, nascia, em 1926, o icónico Rolex Oyster. Para dar credibilidade à novidade, no ano seguinte, o Oyster resistiu à travessia do Canal da Mancha com a nadadora Mercedes Gleitze. Um pouco mais tarde, em 1931, a Rolex lança o primeiro relógio de pulso de corda automática, com o lendário Oyster Perpetual. O movimento de corda automática foi uma maravilha técnica que chamou a atenção das pessoas e da imprensa na época.

Depois da Segunda Guerra Mundial, em 1945, a Rolex lançou o Datejust, o primeiro relógio a ter a data a ‘saltar’ instantaneamente à meia-noite, em vez de levar horas para virar como na maioria dos relógios de pulso mecânicos. A Rolex estava pronta para suprir um mercado cada vez mais rico, que queria produtos futuristas, e a marca encontrou inovações. Por exemplo, garantiu a patente da lupa de data, ou Cyclops, por volta de 1950, tendo a mesma surgido, pela primeira vez, em 1953, na edição daquele ano do Datejust. Até hoje, nenhum relógio é tão instantaneamente reconhecível quanto um Rolex com um Cyclops e um bisel estriado. Ao lançar o Cyclops no Datejust, Wilsdorf literalmente ampliou uma modernização com a outra, uma brilhante jogada de marketing que capitalizou o seu instinto de presentear os clientes com apresentações exclusivas.

A década de 1950 marcou o lançamento do Air-King (1958), do Explorer (1953), do Submariner (1953), do GMT Master (1955), do Day-Date (1956), do Milgauss (1956), do Lady-Datejust (1957) e do primeiro modelo Deep Sea (1960). Com o Day-Date, o primeiro relógio a exibir o dia da semana e a data no mostrador, e o GMT Master, as ofertas pós-guerra da Rolex eram configurações altamente atraentes de tecnologias preexistentes. Em 1963, a Rolex lança o Cosmograph Daytona, um cronógrafo específico para automóveis, ligando a marca a uma das corridas mais famosas do mundo.

O fascínio por exploradores e recordistas famosos começou a estabelecer-se na última metade do século XX. E com a corrida ao espaço, a era digital deu os primeiros passos num domínio cada vez mais virtual. Simultaneamente, as ferramentas de exploração estavam a tornar-se mais digitais, deixando os relógios mecânicos cada vez mais próximos do seguinte passo: dispositivos anacrónicos. A Rolex mudou de posição nesse período, concentrando-se em atletas famosos como embaixadores e iniciou o patrocínio de eventos desportivos (particularmente ténis, golf, desporto automóvel e iatismo), e elevou o seu papel de benfeitor na arte e a ciência.

Em 1992, lança o Yacht-Master e começa a patrocinar corridas de iates que atraem o público mundial, até hoje. Em 2002, é iniciada a Rolex Mentor and Protégé Arts Initiative, que patrocina individualidades criativas nas artes, vinculando a Rolex a uma ampla multiplicidade de artistas, músicos e arquitetos.

Com a Rolex a assinalar o seu centésimo aniversário, é possível identificar, no seu notável percurso, as estratégias visionárias que colocam a marca no trono da indústria relojoeira de luxo. Dessas estratégias, cinco se destacam: inovação técnica, marketing, consistência de design, independência financeira e rigor seletivo, responsáveis por  gerar o sucesso da Rolex, e posicioná-la entre as principais marcas de relógios.

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Por João Libério

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