Celebrities at Home, com Daniel Nascimento

1 – Que experiências positivas e negativas retira do facto de estar recolhido nesta fase de contenção provocada pelo novo coronavírus?

Estar recolhido por força de circunstâncias que não dominamos, não costuma ser pelos melhores dos motivos. Mas, sendo uma pessoa que crê na espiritualidade, vejo toda esta situação como uma oportunidade de autoconhecimento, de introspeção e de busca de novas perspetivas. Diria que, daí, resulta algo de positivo. O que custa, se quisermos falar em “negativo”, é o facto de alguém que nasceu, cresceu e vive rodeado de família, não mais poder partilhar de momentos tão especiais como as reuniões de família. Isso tem sido duro.

2 – Como acha que tem estado Angola a viver este momento mais conturbado?

Angola está na fase de conhecimento da pandemia e recolha de informação. Felizmente, até ao momento em que escrevo estas linhas, não houve um índice enorme de casos. O país (ainda) está longe da realidade italiana ou portuguesa. O excesso de informação, neste caso, parece ter surtido o efeito desejado. Assim como as medidas adotadas pelo governo angolano.

3 – Na Zap News fez passar uma mensagem para todos os angolanos – Juntos contra a Covi –19. O que representa para si ter feito este apelo?

Eu falo para milhares de pessoas todos os dias. Pessoas que são o alvo do meu trabalho e que, diariamente, me dirigem muito carinho e afeto. Por isso, foi perfeitamente natural o gesto de me juntar à campanha de informação do ZapViva. É um dever cívico. Nem se trata de ficar orgulhoso com o convite para participar, mas de fazer a minha obrigação. Não fiz nenhum favor a ninguém, fiz a minha parte.

4 – Não tendo parado de trabalhar, como conseguiu conciliar os seus projetos neste conturbado período?

Se há algo que esta nova realidade já nos ensinou, é que temos de nos reinventar. Com o meu trabalho não é diferente. Temos de aprender ou reaprender métodos, para que o barco não pare, nem afunde. Em todo o mundo, a maioria das pessoas está em teletrabalho, exceto aquelas não têm outra opção. Como polícias, médicos, enfermeiros… Tive de aprender rapidamente a adaptar-me ao “novo normal”. Como? Fazendo o que faço sempre: trabalhando.

5 – Qual um futuro melhor para Angola depois da crise epidémica?

Prefiro que o futuro melhor para Angola não esteja associado ao pós-pandemia. Angola merece um futuro melhor, independentemente da Covid-19. Não sei qual, especificamente… mas um futuro onde cada ser humano seja valorizado, mais pelo conteúdo do seu carácter do que pelo conteúdo do seu bolso. Se começar por aí, valerá a pena manter a esperança acesa.

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