As marcas de luxo e o seu contributo para a saúde

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Sabendo da importância de desempenhar um papel essencial em alturas como esta, entre produção de desinfetantes para as mãos e máscaras a contribuições monetárias, grandes nomes da moda e da beleza intensificaram os seus esforços para aliviar parte dos danos causados pela Covid-19.

Estée Lauder

A marca de beleza de luxo respondeu à escassez de desinfetante para as mãos reabrindo uma fábrica em Nova Iorque. A instalação produz gel hidra alcoólico para grupos de alto risco e equipas médicas. A empresa também doou 2 milhões de dólares para ajudar a organização Médicos Sem Fronteiras, que enviou voluntários para trabalhar em países onde estes recursos ainda não são suficientes para combater o coronavírus.

LVMH

O conglomerado de luxo foi uma das primeiras empresas do mundo da moda a avançar com uma medida para a luta contra o coronavírus. Proprietário de marcas como Louis Vuitton, Moet & Chandon e Christian Dior, o grupo anunciou que ajudaria a produzir desinfetante para as mãos para combater a atual escassez: géis hidroalcoólicos que foram entregues gratuitamente às autoridades de saúde.

Ralph Lauren

O designer americano avançou com 10 milhões de dólares para apoiar profissionais de saúde, pacientes de alto risco, assim como colegas designers americanos que estão a sofrer financeiramente como resultado da pandemia. Parte destes fundos foi destinada ao fabrico de 25 mil batas e 250 mil máscaras para equipas médicas.

Prada

Esta foi outra marca que se ofereceu para produzir aventais e máscaras para os profissionais de saúde: 80 mil batas médicas e 110 mil máscaras. Em complemento, a marca italiana financiou duas novas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) nos hospitais de Milão de Sacco, San Raffaele e Vittore Buzzi.

Tiffany & Co

A joalheira americana doou 1 milhão de dólares para instituições que combatem o novo coronavírus no Reino Unido e nos EUA. Foram ainda doados 750 mil dólares ao Fundo de Resposta de Solidariedade Covid-19 da Organização Mundial da Saúde (OMS) e 250 mil dólares ao Fundo de Resposta e Impacto da Covid-19 da New York Community Trust. A Fundação Tiffany & Co. também correspondeu doações a organizações sem fins lucrativos no alívio do coronavírus.

Clarins

Todas as fábricas de produção francesas da Clarins têm estado a responder à demanda por mais desinfetante para as mãos, tendo fornecido até agora (abril) 18 mil unidades de frascos de 400 ml de gel para os serviços de saúde do país. A marca também doou 30 mil cremes hidratantes para hospitais franceses e, no Reino Unido, entregou 50 mil kits aos trabalhadores do NHS (Serviço Nacional de Saúde).

Burberry

A marca britânica fez uso de sua rede global de cadeias de abastecimento para entregar mais de 100.000 máscaras cirúrgicas ao NHS (Serviço Nacional de Saúde) e usou a sua fábrica de trench coats de Yorkshire para fazer batas e máscaras para os pacientes. Além disso, a Burberry também está a financiar pesquisas sobre uma vacina de dose única desenvolvida pela Universidade de Oxford que começou a iniciar testes em humanos em maio.

Kering

A proprietária de marcas como Balenciaga, Alexander McQueen e Ulysse Nardin, entre outras, fez uma doação de dois milhões de euros para instituições de saúde nas áreas da Lombardia, Veneto e Toscana. O grupo também doou cinco milhões de yuans para a Fundação da Cruz Vermelha em Huwan, China, onde o surto começou. Tal auxílio tem sido encaminhado para as equipas médicas e pacientes, bem como para a educação em saúde pública.

Giorgio Armani

À frente de uma das maiores marcas de moda do mundo, o designer italiano ofereceu grande soma da sua riqueza pessoal para ajudar a combater a disseminação da Covid-19: mais de 2 milhões de dólares em dinheiro foram destinados a hospitais no seu país de origem – em Bergamo, Piancenza e Versilia na região da Toscana.

Jimmy Choo

A célebre marca de calçado doou 500 mil dólares para apoiar o esforço do Reino Unido e também a nível global: 250 mil foram destinados ao Apelo Urgente do NHS Covid-19 para apoiar equipas dos hospitais e os voluntários na linha da frente que cuidam dos pacientes; os restantes 250 mil dólares foram doados ao Fundo de Resposta de Solidariedade Covid-19 da Organização Mundial da Saúde, permitindo que os países respondam globalmente à crise.

Versace

Donatella Versace e a sua filha Allegra Versace Beck doaram mais de 200.000 euros ao departamento de cuidados intensivos do hospital San Raffaele, em Milão, para ajudar médicos e enfermeiros.

Louis Vuitton

Fazendo parte do grupo LVMH, em março encomendou 40 milhões de máscaras faciais da China para ajudar França a lidar com a pandemia de coronavírus. Mais tarde, a Maison doou 21 mil máscaras N95 para ajudar os profissionais de saúde de Nova Iorque a lidar com a escassez de suprimentos. E em abril, a Louis Vuitton adaptou as suas oficinas francesas para a produção de máscaras não cirúrgicas alternativas.

Gucci

A marca italiana procedeu ao fabrico de 1,1 milhão de máscaras para apoiar Itália na escassez de equipamentos médicos. Além disso, fabricou 55 mil trajes hospitalares e doou ainda um milhão de euros ao Departamento Cívico Nacional de Proteção por meio da plataforma de financiamento coletivo ForFunding da Intesa Sanpaolo, de forma a ajudar Itália a lidar com a falta de meios médicos. A casa de luxo também doou um milhão de euros ao Fundo de Resposta de Solidariedade Covid-19 das Nações Unidas, que ajuda as Unidades de Tratamento Intensivo de todo o mundo a combater o vírus.

Dolce & Gabbana

A empresa doou dinheiro à Universidade Humanitas, em Itália, para financiar a pesquisa científica do professor Alberto Mantovani, com a qual já havia cooperado com um projeto de bolsa de estudos.

Muitas mais marcas têm estado a desenvolver apoios, e muitas mais se poderão associar depois de escrito este artigo. Richemont, o conglomerado suíço de luxo que detém a Cartier, Van Cleef & Arpels e Chloé, entregou 1,4 milhões de dólares ao combate ao COVID-19, a Hugo Boss 180.000 máscaras, Salvatore Ferragamo contribuiu com 100 mil máscaras antibacterianas, 50 mil unidades de desinfetante para as mãos e 3 mil máscaras para unidades de saúde locais. Para os mais necessitados, várias marcas de automóveis e aparelhos elétricos, incluindo a Ferrari, Rolls Royce e Dyson, também se ofereceram para usar as suas fábricas para produzir unidades de ventilação muito necessárias. Tais contribuições substanciais vindas de todas as partes são deveras importantes, mas cada indivíduo também tem de fazer a sua parte para impedir a propagação.

Por João Libério

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