Açores destino de sonho

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À descoberta da Atlântida

Recentemente destacado pelo New York Times como um dos 52 locais a visitar em 2019, o arquipélago dos Açores constitui um dos destinos europeus mais desejados pelos viajantes dos quatro cantos do mundo. A F Luxury não resistiu e embarcou numa viagem inesquecível pelas ilhas açorianas.

Ao largo do extenso oceano Atlântico, onde o azul do mar contrasta com o verde místico que cobre toda a superfície de nove ilhas, o arquipélago dos Açores convida-nos à sua descoberta. Com séculos de histórias por contar, servindo de palco estratégico na época dos Descobrimentos e da Segunda Guerra Mundial, os Açores revela-nos, aos poucos, os seus segredos. A fauna e a flora das suas ilhas de características vulcânicas e subtropicais, destacadas como Património Mundial da Unesco, submergem-nos num cenário encantado, onde milhares de hortênsias azuis dão cor e cheiro aos caminhos que percorremos, desde as vilas mais pacatas, com os seus costumes e tradições, às crateras que o tempo sobreposto transformou, de forma única, em majestosos lagos e fontes termais naturais. A gastronomia da região destaca-se pela sua autenticidade e sabor, despertando, desde logo, todos os sentidos de quem a saboreia.

Começamos a nossa viagem na ilha de São Miguel, a maior e mais populosa dos Açores. Ao prepararmo-nos para aterrar na capital Ponta Delgada, obtemos, através das janelas do avião, um primeiro vislumbre de um santuário dedicado consagrado à natureza, onde nos apercebemos, imediatamente, de lugares mágicos escondidos, ainda por descobrir e explorar. Aproveitamos o primeiro dia para conhecer o concelho de Ponta Delgada, rico em diversidade histórica, cultural e natural. Somos recebidos por uma manhã fresca em que o sol, tímido, se esconde entre pequenos cirros, o clima ideal para fazermos mergulho e ficarmos a conhecer um pouco da vida marinha da região, onde baleias, golfinhos, tubarões e mantas nos dão as boas vindas no seu habitat.

Seguimos caminho pelas ruas da cidade, onde conhecemos algum do seu património, como a Igreja Matriz de S. Sebastião e as Portas da Cidade. Após uma breve paragem num café da região para um almoço rápido, partimos de carro em direção a Sete Cidades. Pelo caminho, somos brindados por vastos pastos verdes, onde milhares de bovinos nos saúdam e flores de mil e uma cores nos guiam até ao nosso destino. Chegados ao miradouro da Vista do Rei, avistamos dois lagos separados por uma ponte – um verde esmeralda, o outro de um azul reluzente –, que juntos constituem uma das mais espantosas formações naturais do globo: a Lagoa das Sete Cidades. Aqui, nasce a lenda da Atlântida, talvez não tão perdida como sempre se julgou, levando-nos a imaginar tesouros e mistérios por desvendar.

Com o anoitecer, regressamos à base, em Ponta Delgada, para pernoitar. Com vista para o mar e uma piscina panorâmica que nos convida a um mergulho noturno, escolhemos o Azor Hotel para uma noite relaxante, onde repomos as energias para os dias de aventuras que se avizinham.

Na manhã do segundo dia, deslocamo-nos até à mais antiga plantação de chá da Europa: o Gorreana. Com atividade iniciada no século XIX, toda a fábrica Gorreana constitui um autêntico museu, que nos desafia a degustar os diferentes tipos de chá verde e preto aqui produzidos. Com a aproximação da hora do almoço, seguimos viagem até às Furnas, expoente máximo da atividade vulcânica da ilha, onde nos rodeamos de geiseres que emanam o calor fumegante do interior da terra. É também aqui que é cozinhado o tradicional Cozido das Furnas, preparado de forma ancestral, através de procedimentos que passam de geração em geração: colocado em panelas pesadas e fundas, nas chamadas fumarolas (buracos na terra), nas margens da Lagoa das Furnas, é depois tapado pela terra e cozinhado, durante seis horas, apenas com o calor proveniente da atividade geológica local. Ir aos Açores e não provar o cozido é como ir a Roma e não ver o Papa, por isso, não resistimos em procurar um estabelecimento onde pudéssemos experimentar esta maravilha da gastronomia.

Reservamos a tarde para visitar as piscinas naturais de água quente que existem na zona das Furnas, das quais destacamos as duas principais: a Poça da Dona Beija e o Parque Terra Nostra. Na Poça da Dona Beija, constituída por um conjunto de nascentes férreas e quentes, associadas aos fenómenos de vulcanismo secundário do Vulcão das Furnas, terá ao seu dispor um banho relaxante e terapêutico do qual não quererá prescindir, nem nos dias mais quentes. Já o Parque Terra Nostra, para além de ser o lugar perfeito para passear e fazer um piquenique em famíla, aproveitando para apreciar a paisagem enriquecida pelos magníficos jardins do palácio, possui também lagos terapêuticos de água quente, assim como cantos secretos onde podemos entrar em contacto com inúmeras espécies autóctones.

Despedimo-nos de São Miguel com um delicioso jantar no restaurante Terra Nostra Garden, onde temos a oportunidade de degustar outros pratos regionais confecionados com produtos locais, deixando a promessa inevitável de um regresso para breve a esta ilha idílica.

OUTRAS MARAVILHAS DO ARQUIPÉLAGO

Apesar de ser a principal ilha do arquipélago, São Miguel não é a única a possuir locais mágicos para visitar e, por isso, passamos os restantes dias a conhecer as outras ilhas que constituem os Açores. Na ilha do Pico, o destaque vai para a montanha do Pico, o ponto mais alto de Portugal; já na Terceira, a geologia da Gruta do Natal não passa indiferente ao olhar dos visitantes; em São Jorge, poderá conhecer a única plantação de café da Europa, ao encargo de Manuel Nunes; o Caldeirão da ilha do Corvo é um dos mais belos acidentes da natureza; Flores destaca-se pelo Poço da Ribeira do Ferreiro; na Graciosa poderá observar a mítica Furna do Enxofre; no Faial, o Vulcão dos Capelinhos constitui o lugar de passagem obrigatória; em Santa Maria, ninguém fica indiferente à paisagem natural do Deserto Vermelho.

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