Patek Philippe: dois séculos de histórias para contar

O nascimento e vida da marca de alta relojoaria

O universo dos relógios de luxo move-se ao ritmo dos ponteiros da Patek Philippe. A secular fabricante suíça mantém-se na vanguarda dos tempos desde a sua fundação, aliando tecnologia e beleza.

Antoni Patek, polaco, militar condecorado, cedo sentiu dificuldade por escolher o lado errado da guerra. Com apenas 20 anos, viu-se obrigado a pegar nos seus pertences e a abandonar a sua pátria rumo a um exílio sem retorno. A primeira escolha recaiu em França. Porém, a diplomacia continuou a perseguir os vencidos e, decorridos dois anos, Antoni foi novamente forçado a mudar de morada, fixando-se, desta vez e definitivamente, na região de Genebra, na Suíça. Nessa época, o jovem polaco imigrante, que já havia tentado fazer carreira como tipógrafo, comerciante de vinhos e licores, e até como artista plástico, estaria longe de imaginar que o infortúnio, afinal, fazia parte de um plano mais alargado e complexo do seu destino. Antoni Patek encontrava-se, desde sempre, no lado certo da história.

Inspirado pela sua terra de adoção, pelas suas ruas e gentes, pelas paisagens que ligam em harmonia lagos e montanhas, Antoni Patek decidiu-se finalmente pelo comércio de relógios de bolso que, primeiro, comprava e, depois, decorava com o apoio dos artesãos locais. Em 1839, unindo os seus esforços aos do seu compatriota François Czapek, fundou a “Patek, Czapek & Cia.” e abriu a sua primeira oficina. Esta relação aumentou-lhe a clientela e deu-lhe reputação no setor, mas terminaria, logo em 1844, quando ambos os fabricantes decidiram seguir caminhos diferentes. No ano seguinte, Patek juntou-se ao relojoeiro francês Adrien Philippe, inventor do mecanismo de corda sem chave, fundando a Patek Philippe, designação que ainda hoje se mantém. A partir desse momento, a marca nunca mais deixou de crescer.

A Patek Philippe passou a apostar na inovação, somando várias patentes técnicas, como o calendário perpétuo, o ponteiro dividido em segundos, o cronógrafo ou o repetidor de minutos, ao mesmo tempo que lançava modelos sustentados por linhas de grande valor estético. Elevando os patamares do setor da alta relojoaria, com uma atenção obsessiva pelo pormenor e pela exclusividade, a Patek Philippe assumiu a arrojada opção de fabricar todos os componentes dos seus relógios, acompanhando, desta forma, todas as fases de criação das suas peças. Na Grande Exposição Mundial de 1851, realizada em Londres, a rainha Vitória de Inglaterra rendeu-se à beleza e ao luxo dos relógios Patek Philippe, tornando-se uma fiel cliente e abrindo portas para que a fabricante de relógios rapidamente se tornasse na favorita das principais casas reais; despertando as atenções dos clientes mais exigentes.

Mantendo-se fiel aos seus princípios fundadores, produzindo a partir de critérios rigorosíssimos, a Patek Philippe chega aos nossos dias com o mesmo fulgor do passado. A marca soube reinventar-se perante a viragem dos séculos, acompanhando a evolução com criatividade, estética e técnica, passando da aposta clássica no relógio de bolso, para uma maioria de peças de pulso, mais contemporâneas, atendendo, com total paridade, aos universos feminino e masculino. Nos últimos anos, não deixando nada ao acaso, a Patek Philippe tem vindo a reforçar o presente e a preparar o futuro. Em 1996, estreou as novas instalações da sua fábrica em Plan-les-Ouates, na zona limítrofe de Genebra; em 2001, inaugurou o Museu Patek Philippe, no bairro de Plainpalais da mesma cidade, onde o visitante é convidado a viajar por 500 anos de relojoaria; e em 2006, foi a vez de abrir os seus salões na renovada rua do Rhône, também em Genebra, confirmando a presença dos emblemáticos showrooms Patek Philippe nas três cidades europeias fundamentais no seu percurso: Genebra, Paris e Londres.

Liderada por Thierry Stern, desde 2009, a Patek Philippe é hoje uma das mais prestigiadas fabricantes de relógios de luxo do mundo, admirada por especialistas e aficionados. Atualmente, sete relógios da Patek Philippe figuram no top ten dos mais caros alguma vez transacionados em leilão. Neste capítulo, o destaque vai para o Patek Philippe Henry Graves Supercomplication, que continua a deter o recorde de relógio mais caro de sempre, ao ser vendido, em 2014, por um preço final a rondar os 21 milhões de euros.

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