C4 Pedro, músico – à conversa com F Luxury

«King CKWA», o rei do Kizomba e muito mais

Chama-se Pedro Lisboa Santos, mas é conhecido pelo público por C4 Pedro. Iniciou a sua carreira há seis anos e desde aí não pára de somar sucessos. Consigo, arrasta multidões, esgota concertos e já foi considerado o «Rei do Kizomba», mas garante que não se fica por aqui…

De onde surge o nome C4 Pedro?
Originalmente, o nome C4 consistia num nome de um explosivo. Contudo, com os acontecimentos internacionais que vamos assistindo decidi criar um novo significado e ficou «cry for people» – «chora pelo povo», um novo significado para partilhar esta conotação bombástica (risos).

O seu pai é músico e a sua mãe estilista. O C4 é cantor e criou a sua própria linha de roupa. A vida profissional dos seus pais acabou por facilitar a sua escolha ou, pelo contrário, é uma responsabilidade acrescida?
O meu pai, sendo músico, nunca me impediria de seguir o mesmo trajecto e a minha mãe casou com o meu pai, logo nunca iria dizer que fiz a escolha errada. Ou seja, acabou não só por me influenciar, como também por me motivar. Já no caso da marca de roupa, a minha mãe é estilista, logo, acabei por estar sempre ligado à moda. Gosto de me vestir bem e de ver as pessoas bem vestidas.

Com tantos concertos e viagens, ainda lhe sobra tempo para a sua vida pessoal?
Muito pouco. Eu costumo dizer que «o C4 acaba por roubar muito tempo ao Pedro». É impossível ser-se músico e ser-se, ao mesmo tempo, um namorado, marido ou pai presente, fisicamente. É importante frisar fisicamente, porque eu sou muito presente com os meus, independentemente de estar constantemente em trabalho.

Foi considerado pelo «pai da Kizomba», Eduardo Paim, como o «Rei da Kizomba». Considera-se como tal? O que representa este «título» para si?
É uma responsabilidade acrescida. Na Kizomba não há um reino, são simplesmente títulos, mas que acabam por ser incentivos e, sobretudo, motivações. Eu continuo a ser o mesmo C4, o mesmo músico, o mesmo criador da Kizomba como muitos outros, com os meus gostos e objetivos bem traçados. Mas agradeço bastante esta consideração por parte do Eduardo Paim, é muito prestigiante.

Antes de incorrer na carreira a solo, ingressou noutros projetos, nomeadamente no B4 (com o Big Nelo). Quando e porque decide seguir uma carreira a solo?
Como costumamos dizer, «era o momento certo para descansar um bocadinho as nossas belezas». Nós (C4 e Big Nelo), já tínhamos lançado a solo os nossos álbuns, pertencíamos à mesma editora, logo, passávamos muito tempo juntos. Como sempre nos entendemos muito bem, quisemos fazer algo diferente e decidimos construir o projeto juntos. O objetivo era estarmos nele por um ano, mas correu tão bem que esticámos para dois. Posteriormente, voltei à minha carreira, porque não haveria de permitir que o meu nome, C4 Pedro, desaparecesse em detrimento do grupo, ou que os B4 crescessem em detrimento do meu nome, que para mim é o mais importante.

Lançou o seu último álbum «King CKWA» em setembro do último ano. O que significa o título deste disco?
«King CKWA» é uma forma de olhar para as coisas. Eu considero-me um rei pelo meu lado batalhador. Embora trabalhe sempre em equipa, nunca batalho sozinho. Mas também tenho consciência dos altos e baixos da vida. É uma fase única, de crescimento profissional, onde já percebi em que mundo estou, que percebo qual é a diferença entre o talento e a fama. «King CKWA» é tudo isto, é ser um rei consciente.

Um dos temas de maior sucesso intitula-se «Tu És a Mulher». É dedicado a alguém em especial?
Não, eu digo sempre que se tiver algo a dizer à minha namorada, digo-o pessoalmente. Obviamente, ela pode ser a fonte de inspiração para uma letra ou outra, mas quando faço uma música é para todas as pessoas, incluindo homens. A música «Tu És a Mulher» é o exemplo disso, pois também foi feita a pensar nos homens, para dedicarem às suas mulheres.

Quem mais o inspira, em termos musicais?
Não procuro inspiração noutros músicos, procuro em outras coisas, nomeadamente na competição do basquetebol, que é minha principal fonte de motivação e de inspiração.

Que significa para si esgotar o Coliseu, em 2013, e o Campo Pequeno, em 2016?
É a prova de que eu devo acreditar em mim antes de qualquer pessoa. Aliás, quando esgotei o Coliseu, a minha editora não acreditava que fosse possível, só percebeu depois. E acabou por acontecer a mesma coisa agora no Campo Pequeno. Eu sou sempre a primeira pessoa a ver a luz ao fundo do túnel. Eu confio muito nessa luz, que me traz até aqui e que me irá levar muito mais longe.

Deve ser muito gratificante ser acarinhado pelos seus fãs…
Com certeza. Costumo dizer que os meus fãs são os meus promotores número um. Os media divulgam o nosso trabalho e nós até podemos investir em publicidade, porém, são os fãs que nos promovem. Eles têm uma força muito grande.

É fácil lidar com a fama?
Não, porque a fama é o resultado da imagem que as pessoas fazem de ti. Há pessoas que fazem um bom julgamento, há outras que não. Olham para ti e dizem: «Não gosto desta pessoa», mesmo sem a conhecer. Isto dificulta qualquer famoso. E saber lidar com isso é muito difícil. Lamento a forma como as pessoas julgam muito rapidamente às outras, sem as conhecer…

Que novidades tem para os seus fãs ainda este ano?
Vão poder contar com muitas surpresas, mas para já ainda é segredo. Brevemente, alguns projetos serão revelados!

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