Paulo Pires, o eterno galã – à conversa com a F Luxury

Ator e Modelo

Figura de destaque no panorama da moda, cinema e televisão portuguesa, considerado por muitos o «galã nacional», Paulo Pires iniciou a sua carreira como modelo na década de 90. Hoje, é muito mais do que isso. Possuidor de uma carreira sólida, ao longo dos anos tem conquistado o respeito e o carinho das pessoas.

Foi um dos primeiros manequins portugueses com carreira internacional e também um dos primeiros a consolidar uma carreira na representação. O que sente quando olha para trás e vê todo o percurso feito até hoje?

Sinto-me feliz com muita coisa bonita que me aconteceu, por ter vivido tantas experiências, conhecido tantas pessoas, histórias, culturas… Orgulhoso por algumas decisões que tomei, triste por coisas que não fiz, mas, sobretudo, consciente que tentei sempre criar algo para me ajudar a encontrar a verdade. Na vida, pouco adianta pensar no que foi feito, é preciso escolher sempre um caminho, mesmo que sinuoso! O percurso que fazemos só nos permite chegar onde estamos. Querer criar algo implica sempre começar de novo, todos os dias.

Mas como é que surgiu essa carreira, numa altura em que pensava vir a estudar psicologia?

Na altura, como é inerente à idade, estava muito disponível para as aventuras, desafios, oportunidades… Penso que podia ter feito muita coisa, noutras áreas, mas este trabalho entrou na minha vida de forma muito sedutora e intensa, tal como uma grande paixão.

Da sua experiência como modelo, o que é que contou mais e o que levou consigo para o mundo da representação?

Essencialmente, a relação com a câmara, com o público. Como modelo, sempre me interessei por tudo o que se passava «do lado de lá».

Participou em séries em espanha, como «Los Serranos», entre outras. Também participou na novela «Salsa e Merengue», no Brasil e veio a co-protagonizar a longa metragem «Un Suave Olor a Canela». Neste momento, está em rodagem com o telefilme alemão «Ein Sommer In Portugal». Para si, quais são as principais diferenças entre a produção estrangeira e a portuguesa?

As principais diferenças entre uma produção portuguesa e uma estrangeira é, naturalmente, o dinheiro disponível para o projeto. Esse, por sua vez, determina e condiciona tudo o resto.

O Paulo também desenvolveu uma carreira de palco, protagonizando várias peças de teatro. Qual a forma de representação que mais se lhe adequa?

Sinto que seja, talvez, o cinema, pelo tempo que temos para trabalhar cada cena. Porque prefiro preparar o guião como um todo. Mas o teatro é também uma forma de representação na qual me sinto especialmente bem, com um contato mais direto com o público. Há um feedback imediato.

Qual o projeto de que mais gostou?

Respondo sempre que foi o primeiro filme que fiz, porque foi com ele que comecei o meu percurso, pela mão do José Fonseca e Costa, em «Cinco Dias Cinco Noites», mas especialmente, prefiro sempre o próximo (risos).

Estamos habituados a vê-lo à frente das câmaras, mas para o Paulo, a fotografia é uma das suas mais antigas paixões. Fale-nos um pouco de como tem mantido esta sua faceta de fotógrafo…

Sempre adorei fotografia, imagem… Mesmo antes de qualquer outra relação com a câmara. Gosto de fotografar, acima de tudo pessoas, de observá-las, de as fotografar por vezes sem que me vejam. Mas também de procurar com elas algum momento, ângulo, história…
Hoje, cada vez mais, também a sonhar com o dia em que seja possível (e tenha as condições e a coragem) de realizar uma longa metragem.

Fotógrafo, modelo, apresentador e ator. O que lhe falta ainda fazer, profissionalmente?

Muita coisa, principalmente melhor! Esse, penso eu, deve ser sempre o desafio. Procurar fazer sempre melhor. Com muita humildade e a consciência clara de que há sempre espaço para crescer. Mas reitero o que acabei de responder: poder vir a realizar uma longa metragem.

Atualmente, representa Henrique, um advogado, na novela «Única mulher». Quais são as principais diferenças e semelhanças entre o Paulo e este seu papel?

Julgo que poucas (risos). Na minha vida pessoal, sou mais determinado e menos hesitante do que o Henrique.

É casado há 15 anos e tem duas filhas. Como consegue conciliar a vida profissional com a pessoal?

Procurando fazer o melhor que sei, tentando não desperdiçar tempo, com amor e criatividade pessoal e familiar. Com dinamismo.

Qual é o seu conselho para se ter uma vida feliz?

Viver a vida sem demasiados medos, viver o dia a dia com objetivos, procurando o prazer sem nunca perder o amor próprio.

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